quarta-feira, 20 de abril de 2011
quinta-feira, 14 de abril de 2011
quinta-feira, 31 de março de 2011
segunda-feira, 21 de março de 2011
A despedida do Amor / Marta Medeiros
A primeira é quando a relação termina e a gente, seguindo amando, tem que se acostumar com a ausência do outro, com a sensação de perda, de rejeição e com a falta de perspectiva, já que ainda estamos tão embrulhados na dor que não conseguimos ver luz no fim do túnel.
A segunda dor é quando começamos a vislumbrar a luz no fim do túnel.
A mais dilacerante é a dor física da falta de beijos e abraços,
a dor de virar desimportante para o ser amado. Mas, quando esta dor passa, começamos um outro ritual de despedida:
a dor de abandonar o amor que sentíamos. A dor de esvaziar o coração, de remover a saudade, de ficar livre, sem sentimento especial por aquela pessoa. Dói também...
Na verdade, ficamos apegados ao amor tanto quanto à pessoa que o gerou. Muitas pessoas reclamam por não conseguir se desprender de alguém. É que, sem se darem conta, não querem se desprender. Aquele amor, mesmo não retribuído, tornou-se um souvenir, lembrança de uma época bonita que foi vivida... Passou a ser um bem de valor inestimável, é uma sensação à qual a gente se apega. Faz parte de nós. Queremos, lógicamente, voltar a ser alegres e disponíveis, mas para isso é preciso abrir mão de algo que nos foi caro por muito tempo, que de certa maneira entranhou-se na gente, e que só com muito esforço é possível alforriar.
É uma dor mais amena, quase imperceptível. Talvez, por isso, costuma durar mais do que a 'dor-de-cotovelo' propriamente dita. É uma dor que nos confunde. Parece ser aquela mesma dor primeira, mas já é outra. A pessoa que nos deixou já não nos interessa mais, mas interessa o amor que sentíamos por ela, aquele amor que nos justificava como seres humanos, que nos colocava dentro das estatísticas: "Eu amo, logo existo".
Despedir-se de um amor é despedir-se de si mesmo. É o arremate de uma história que terminou, externamente, sem nossa concordância, mas que precisa também sair de dentro da gente...
E só então a gente poderá amar, de novo.
Martha Medeiros
sábado, 19 de março de 2011
BIG BROTHER BRASIL, Cordelista Autor Antonio Barreto
BIG BROTHER BRASIL
Autor: Antonio Barreto,
Cordelista natural de Santa Bárbara-BA,residente em Salvador.
segunda-feira, 14 de março de 2011
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
QUERIDAS MÃES DE ANTIGAMENTE
Minha mãe ensinou a VALORIZAR O SORRISO...
"ME RESPONDE DE NOVO E EU TE ARREBENTO OS DENTES!"
Minha mãe me ensinou a RETIDÃO...
"EU TE AJEITO NEM QUE SEJA NA PANCADA!"
Minha mãe me ensinou a DAR VALOR AO TRABALHO DOS OUTROS...
"SE VOCÊ E SEU IRMÃO QUEREM SE MATAR, VÃO PRA FORA. ACABEI DE LIMPAR A CASA!"
Minha mãe me ensinou LÓGICA E HIERARQUIA...
"PORQUE EU DIGO QUE É ASSIM! PONTO FINAL! QUEM É QUE MANDA AQUI?"
Minha mãe me ensinou o que é MOTIVAÇÃO...
"CONTINUA CHORANDO QUE EU VOU TE DAR UMA RAZÃO VERDADEIRA PARA VC CHORAR!"
Minha mãe me ensinou a CONTRADIÇÃO...
" FECHA A BOCA E COME!"
Minha Mãe me ensinou sobre ANTECIPAÇÃO...
"ESPERA SÓ ATÉ SEU PAI CHEGAR EM CASA!"
Minha Mãe me ensinou sobre PACIÊNCIA....
"CALMA!... QUANDO CHEGARMOS EM CASA VOCÊ VAI VER SÓ..."
Minha Mãe me ensinou a ENFRENTAR OS DESAFIOS...
"OLHE PARA MIM! ME RESPONDA QUANDO EU TE FIZER UMA PERGUNTA!"
Minha Mãe me ensinou sobre RACIOCÍNIO LÓGICO...
"SE VOCÊ CAIR DESSA ÁRVORE VAI QUEBRAR O PESCOÇO E EU VOU TE DAR UMA SURRA!"
Minha Mãe me ensinou sobre o REINO ANIMAL...
"SE VOCÊ NÃO COMER ESSAS VERDURAS, OS BICHOS DA SUA BARRIGA VÃO COMER VOCÊ!"
Minha Mãe me ensinou sobre GENÉTICA....
"VOCÊ É IGUALZINHO AO SEU PAI!"
Minha Mãe me ensinou sobre minhas RAÍZES...
"TÁ PENSANDO QUE NASCEU DE FAMÍLIA RICA É?"
Minha Mãe me ensinou sobre a SABEDORIA DE IDADE...
"QUANDO VOCÊ TIVER A MINHA IDADE, VOCÊ VAI ENTENDER."
Minha Mãe me ensinou sobre JUSTIÇA...
"UM DIA VOCÊ TERÁ SEUS FILHOS, E EU ESPERO QUE ELES FAÇAM PRÁ VOCÊ O
MESMO QUE VOCÊ FAZ PRA MIM! AÍ VOCÊ VAI VER O QUE É BOM!"
Minha mãe me ensinou RELIGIÃO...
"MELHOR REZAR PARA ESSA MANCHA SAIR DO TAPETE!"
Minha mãe me ensinou o BEIJO DE ESQUIMÓ...
"SE RABISCAR DE NOVO, EU ESFREGO SEU NARIZ NA PAREDE!"
Minha mãe me ensinou CONTORCIONISMO...
"OLHA SÓ ESSA ORELHA! QUE NOJO!"
Minha mãe me ensinou DETERMINAÇÃO...
"VAI FICAR AÍ SENTADO ATÉ COMER TODA COMIDA!"
Minha mãe me ensinou habilidades como VENTRÍLOQUO...
"NÃO RESMUNGUE! CALA ESSA BOCA E ME DIGA POR QUE É QUE VOCÊ FEZ ISSO?"
Minha mãe me ensinou a SER OBJETIVO...
"EU TE AJEITO NUMA PANCADA SÓ!"
Minha mãe me ensinou a ESCUTAR ..
"SE VOCÊ NÃO ABAIXAR O VOLUME, EU VOU AÍ E QUEBRO ESSE RÁDIO!"
Minha mãe me ensinou a TER GOSTO PELOS ESTUDOS...
"SE EU FOR AÍ E VOCÊ NÃO TIVER TERMINADO ESSA LIÇÃO, VOCÊ JÁ SABE!..."
Minha mãe me ajudou na COORDENAÇÃO MOTORA...
"JUNTA AGORA ESSES BRINQUEDOS!! PEGA UM POR UM!!"
Minha mãe me ensinou os NÚMEROS...
"VOU CONTAR ATÉ DEZ. SE ESSE VASO NÃO APARECER VOCÊ LEVA UMA SURRA!"
sábado, 8 de janeiro de 2011
Mago” Marcão
Valter Gonçalves
Sócio emérito do Boleiros, obrigado, você sempre se coloca na posição dos Amigos, que também, sempre Somam.
-Quanto as Bolas, vou lhe fazer uma revelação: - Já há um bom tempo, o Cláudio é testemunha, as nossas Bolas, que não mais serão usadas ficam comigo, as três últimas, -novembro- já foram entregues. - Quando vejo um "bando", termo carinhoso, de garotos saindo das escolas paupérrimas de Cotia, fazendo bastante folia ou chutando bolas improvisadas, desço do carro, chamo a molecada e faço um desafio. - "Qual de vocês é o melhor nas embaixadinhas?"
-Inicialmente, acho que eles se espantam, tiozinho maluco é esse ai, porem, quando abro o porta malas do carro e tiro uma das ex nossas, semi novas, cheias e de couro, os olhinhos deles brilham. A resposta demora um pouquinho, mas, logo vem. -É ele, ou sou eu, não importa, sempre aparece o melhor, sempre foi assim no mundo da bola.
- Novamente, chegou a hora da porca torcer o rabo. -Lanço um desafio ao melhor. "quem fizer mais leva, fechado?". Como bom Boleiro, peço que ele comece, afinal, ele não tá acostumado com a bola e vai fazer 8 ou 9 no máximo. Ai fica fácil normalmente ganho, desapontamento inicial, mas é eles, que levam a bola e eu fico com o sorriso maroto de um garoto Feliz.
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Grande Artilheiro, Blogueiro, Marcão
É muito bom o "Começar de novo" com um conto seu, com a sua principal característica que é de escrever com leveza, simplicidade e de maneira despretenciosa.
Tudo isso junto, resulta em um conto em forma de prosa, muito agradável de se ler.
Seu conto me fez "viajar" no passado e lembrar os dias em que junto com várias famílias passávamos a virada do ano e o Dia de Reis numa fazenda em Araras, "lá perto do Leme", (como os colonos falavam) e logo cedo apareciam os cantadores fazendo a "Folia de Reis" cantando músicas folclóricas , entrando nas casas para receber oferendas e abençoar seus moradores.
As criançar adoravam e seguiam atrás dos cantadores.
Apenas para complementar o seu "Conto" coloco este video que relembra este "Dia de Reis" sua origem, seu significado e suas músicas e que me fizeram voltar aos anos 80.
http://www.youtube.com/watch?v=SaXO2KmwiCQ&feature=BF&playnext=1&list=QL&index=1
Muito obrigado, Marcão, pelo inicio de ano deste jeito . Do seu Jeito !
Acredito que será um BOM ANO !
Abraços
Marino
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
Um Sonho de Natal, por Marcão
- Oi, Marcão, aqui é o Antero, você não vai acreditar no que aconteceu...
O Claudião e o Ulisses ficam com o Financeiro e com o caixa dois, a ser formado pelas sobras diversas não eventuais.
O J Urbano como Diretor de Obras, fica com a responsabilidade da expansão do nosso Campo no Centro Olímpico, quiçá e ainda, com grandes possibilidades de fazer a abertura da Copa em 2014.- Eu convidei e ele retrucou: ”–Marcão, acho que não vai dar, replicou o engenheiro de origens na Mooca”, porém, eu insisti e ele acabou aceitando.
- Logo recebi um email do Guerra: “-Marcão soube que você tá armando um time pra disputar a série A do Brasileirão 2011, como você sabe: -Eu sempre me poupo, quase que não tomo mais o remedinho, ou a 10 é minha, ou não tem negócio, não aceito outra... e nem o banco.”
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Martha Medeiros O Cafageste dos Sonhos

O cafageste dos sonhos
Eu não sei se ainda vigora, mas até um tempo atrás tudo o que os homens desejavam de suas mulheres é que elas fossem santas em sociedade e prostitutas na cama. Analisando friamente, que coisa mais xarope. Santa não reclama seus direitos, não usa jaqueta de couro, não pede aumento, não conversa de igual para igual com o marido, não viaja de mochila nas costas. As santas são um tédio. Um homem inteligente não iria querer um zero à esquerda ao lado dele.
Prostituta na cama também não me parece um sonho. Uma mulher que não está ali por vontade própria, que reage mecanicamente ao toque, que realiza todas as fantasias do parceiro por causa do dinheiro e não por estar realmente gostando. Um homem inteligente consegue uma mulher mais autêntica e de graça.
De qualquer maneira, trata-se de uma metáfora e metáforas não são para serem analisadas. O que o homem quer é uma mulher que saiba usar os talheres quando for jantar com a família dele e que seja uma pervertida na hora de transar. Apoiado. Nós também queremos um cavalheiro que nos abra a porta do carro quando nos levar ao restaurante e um cafajeste que não respeite uma única regra de etiqueta na hora do bem-bom.
Está, assim, explicado o sucesso do personagem vivido pelo ator José Mayer na novela Laços de Família, onde ele representa o cavalo mais xucro do haras. O cara dá a entender que demole as moças entre quatro paredes, e esse é o fetiche de todas as mulheres que têm em casa um lorde de dia e, lamentavelmente, à noite também.Em sociedade, há quatro expressões de uso obrigatório: por favor, obrigado, desculpe e com licença. Depois que o sol se põe e as crianças foram dormir, essas quatro expressões automaticamente ficam proibidas. Um homem, na cama, pode ter mil qualidades: ser carinhoso, engraçado, criativo, inteligente, sedutor, voluptuoso, insaciável, tudo o que quiser, menos educado. Tem que esquecer que estudou em colégio de padre. Tem que abstrair do fato de estar deitado com a mãe dos filhos dele. Querida, por favor, você poderia... não! Desculpe, amor, mas você me daria licença de...não!Favor não confundir virilidade com brutalidade. Trata-se apenas de deixar aflorar o instinto animal que existe em todos nós. Não precisa apartar que não é briga.
Marta Medeiros
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
No túmulo de um inglês Euclides da Cunha
Um sono gozas, bom — no seio da soedade
Feliz!... não tens o Sol de tu'Albion sombria
Mas tens o olhar de Deus — O Sol da eternidade!...
És bem feliz mylord a triste ventania
Soluça nos ciprestes os cantos da saudade...
Quem sabe se te traz — em vozes de agonia—
Os risos e as canções de tua mocidade!...
Estás livre do splen... invejo-te deveras...
Do túmulo a sombra espanca as pálidas quimeras.
— Em teu berço de pedra embala-te a soidão...
És bem feliz mylord — assim antes eu fora!...
Tu tens a calma eterna, a solidão sonora
E tu não tens — feliz — não tens — teu coração...
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Poema inédito e manuscrito do caderno de adolescência Ondas, escrito aos 17 anos. Euclides acrescentou-lhe a uma nota explicativa no final da página. Mantida ortografia original.
Extraído dos "Cadernos de Literatura Brasileira", números 13 e 14, Dezembro de 2002, publicação do Instituto Moreira Salles, pág. 151.
1909/2009 - Lembramos os 100 anos do falecimento do autor.
Euclides da Cunha: tudo sobre o autor e sua obra em "Biografias".
Leia o texto. Compre o livro.
35 anos para ser feliz Martha Medeiros
© Projeto Releituras Arnaldo Nogueira Jr 27/08/2009 - 19:13:28 |
Martha Medeiros |
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