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quinta-feira, 14 de abril de 2011

Fernando Pessoa

Há um tempo em que é preciso....



quinta-feira, 31 de março de 2011

Martha Medeiros: Strip-Tease Chegou no apartamento dele p...


Martha Medeiros: Strip-Tease Chegou no apartamento dele p...


segunda-feira, 21 de março de 2011

A despedida do Amor / Marta Medeiros




Existem duas dores de amor:
A primeira é quando a relação termina e a gente, seguindo amando, tem que se acostumar com a ausência do outro, com a sensação de perda, de rejeição e com a falta de perspectiva, já que ainda estamos tão embrulhados na dor que não conseguimos ver luz no fim do túnel.
A segunda dor é quando começamos a vislumbrar a luz no fim do túnel.
A mais dilacerante é a dor física da falta de beijos e abraços,
a dor de virar desimportante para o ser amado. Mas, quando esta dor passa, começamos um outro ritual de despedida:
a dor de abandonar o amor que sentíamos. A dor de esvaziar o coração, de remover a saudade, de ficar livre, sem sentimento especial por aquela pessoa. Dói também...

Na verdade, ficamos apegados ao amor tanto quanto à pessoa que o gerou. Muitas pessoas reclamam por não conseguir se desprender de alguém. É que, sem se darem conta, não querem se desprender. Aquele amor, mesmo não retribuído, tornou-se um souvenir, lembrança de uma época bonita que foi vivida... Passou a ser um bem de valor inestimável, é uma sensação à qual a gente se apega. Faz parte de nós. Queremos, lógicamente, voltar a ser alegres e disponíveis, mas para isso é preciso abrir mão de algo que nos foi caro por muito tempo, que de certa maneira entranhou-se na gente, e que só com muito esforço é possível alforriar.
É uma dor mais amena, quase imperceptível. Talvez, por isso, costuma durar mais do que a 'dor-de-cotovelo' propriamente dita. É uma dor que nos confunde. Parece ser aquela mesma dor primeira, mas já é outra. A pessoa que nos deixou já não nos interessa mais, mas interessa o amor que sentíamos por ela, aquele amor que nos justificava como seres humanos, que nos colocava dentro das estatísticas: "Eu amo, logo existo".
Despedir-se de um amor é despedir-se de si mesmo. É o arremate de uma história que terminou, externamente, sem nossa concordância, mas que precisa também sair de dentro da gente...
E só então a gente poderá amar, de novo.
Martha Medeiros

sábado, 19 de março de 2011

BIG BROTHER BRASIL, Cordelista Autor Antonio Barreto

Caro, Marcão, Primeiro quero agradecer por ter publicado meu vídeo. Como havia dito, é uma honra prá mim, ter um vídeo nesse blog de sucesso. Segue abaixo uma poesia de cordel. Abraços, Ledo

Grande Ledo, você é sócio do Boleiros, data vênia, dei uma arrumadinha na ilustração do Cordelista, tá lá abraços, Marcão

BIG BROTHER BRASIL


Autor: Antonio Barreto,
Cordelista natural de Santa Bárbara-BA,residente em Salvador.


segunda-feira, 14 de março de 2011

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

QUERIDAS MÃES DE ANTIGAMENTE

Pra lembrar, e rir.   .... Coisas que nossas mães diziam e faziam... Dona Elvira, Tia Elvira, mamãe, prá você em sua homenagem, quantas saudades: guerreira, brincalhona e sempre Feliz, beijos , +,+, e muitos mais beijos. Marcão.

Era uma forma, hoje condenada pelos educadores e psicólogos, mas funcionou com a gente e por isso não saímos seqüestrando a namorada, calculando a morte dos pais, ajudando bandido a sequestrar a mãe, não
nos aproveitamos dos outros, não pegamos o que não é nosso, nem saímos matando os outros por ai, etc...

Minha mãe ensinou a VALORIZAR O SORRISO...
"ME RESPONDE DE NOVO E EU TE ARREBENTO OS DENTES!"
Minha mãe me ensinou a RETIDÃO...
"EU TE AJEITO NEM QUE SEJA NA PANCADA!"
Minha mãe me ensinou a DAR VALOR AO TRABALHO DOS OUTROS...
"SE VOCÊ E SEU IRMÃO QUEREM SE MATAR, VÃO PRA FORA. ACABEI DE LIMPAR A CASA!"
Minha mãe me ensinou LÓGICA E HIERARQUIA...
"PORQUE EU DIGO QUE É ASSIM! PONTO FINAL! QUEM É QUE MANDA AQUI?"
Minha mãe me ensinou o que é MOTIVAÇÃO...
"CONTINUA CHORANDO QUE EU VOU TE DAR UMA RAZÃO VERDADEIRA PARA VC CHORAR!"
 Minha mãe me ensinou a CONTRADIÇÃO...
" FECHA A BOCA E COME!"
 Minha Mãe me ensinou sobre ANTECIPAÇÃO...
"ESPERA SÓ ATÉ SEU PAI CHEGAR EM CASA!"
Minha Mãe me ensinou sobre PACIÊNCIA....
"CALMA!... QUANDO CHEGARMOS EM CASA VOCÊ VAI VER SÓ..."
Minha Mãe me ensinou a ENFRENTAR OS DESAFIOS...
"OLHE PARA MIM! ME RESPONDA QUANDO EU TE FIZER UMA PERGUNTA!"
Minha Mãe me ensinou sobre RACIOCÍNIO LÓGICO...
"SE VOCÊ CAIR DESSA ÁRVORE VAI QUEBRAR O PESCOÇO E EU VOU TE DAR UMA SURRA!"
Minha Mãe me ensinou sobre o REINO ANIMAL...
"SE VOCÊ NÃO COMER ESSAS VERDURAS, OS BICHOS DA SUA BARRIGA VÃO COMER VOCÊ!"
Minha Mãe me ensinou sobre GENÉTICA....
"VOCÊ É IGUALZINHO AO SEU PAI!"
Minha Mãe me ensinou sobre minhas RAÍZES...
"TÁ PENSANDO QUE NASCEU DE FAMÍLIA RICA É?"
Minha Mãe me ensinou sobre a SABEDORIA DE IDADE...
"QUANDO VOCÊ TIVER A MINHA IDADE, VOCÊ VAI ENTENDER."
Minha Mãe me ensinou sobre JUSTIÇA...
"UM DIA VOCÊ TERÁ SEUS FILHOS, E EU ESPERO QUE ELES FAÇAM PRÁ VOCÊ O
MESMO QUE VOCÊ FAZ PRA MIM! AÍ VOCÊ VAI VER O QUE É BOM!"
Minha mãe me ensinou RELIGIÃO...
"MELHOR REZAR PARA ESSA MANCHA SAIR DO TAPETE!"
Minha mãe me ensinou o BEIJO DE ESQUIMÓ...
"SE RABISCAR DE NOVO, EU ESFREGO SEU NARIZ NA PAREDE!"
Minha mãe me ensinou CONTORCIONISMO...
"OLHA SÓ ESSA ORELHA! QUE NOJO!"
Minha mãe me ensinou DETERMINAÇÃO...
"VAI FICAR AÍ SENTADO ATÉ COMER TODA COMIDA!"
Minha mãe me ensinou habilidades como VENTRÍLOQUO...
"NÃO RESMUNGUE! CALA ESSA BOCA E ME DIGA POR QUE É QUE VOCÊ FEZ ISSO?"
Minha mãe me ensinou a SER OBJETIVO...
"EU TE AJEITO NUMA PANCADA SÓ!"
Minha mãe me ensinou a ESCUTAR ..
"SE VOCÊ NÃO ABAIXAR O VOLUME, EU VOU AÍ E QUEBRO ESSE RÁDIO!"
Minha mãe me ensinou a TER GOSTO PELOS ESTUDOS...
"SE EU FOR AÍ E VOCÊ NÃO TIVER TERMINADO ESSA LIÇÃO, VOCÊ JÁ SABE!..."
Minha mãe me ajudou na COORDENAÇÃO MOTORA...
"JUNTA AGORA ESSES BRINQUEDOS!! PEGA UM POR UM!!"
Minha mãe me ensinou os NÚMEROS...
"VOU CONTAR ATÉ DEZ. SE ESSE VASO NÃO APARECER VOCÊ LEVA UMA SURRA!"

Brigadão, Mãe !!!     Eu não virei bandido.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Mago” Marcão

“Mago” Marcão:

 Invejo aqueles que oriundos de cidades do interior puderam comemorar essa data da forma como você e o Marino comentaram.

Nascido e criado em São Paulo, nessa selva de pedra, essas tradições religiosas, apesar de existentes, nunca foram tão marcantes.

Com todo respeito a essa bela tradição cristã fico imaginando uma versão contemporânea dos três reis magos visitando o menino Jesus logo após o seu nascimento aqui no Brasil....

Como esses reis magos presentearam o menino Jesus com ouro, incenso e mirra, se essa visita ocorresse no Brasil nos dias de hoje, certamente esses reis magos incluiriam também uma bola de futebol...

Aliás, Marcão, você, pela sapiência e paixão pelo futebol,  poderia muito bem ser o quarto rei Mago e o portador desse lindo presente a ser entregue ao menino Jesus em nome de todos os nossos queridos boleiros...
 
Forte Abraço e saudações tricolores

Valter Gonçalves

Grande Valter,

Sócio emérito do Boleiros, obrigado, você sempre se coloca na posição dos Amigos, que também, sempre Somam.

-Quanto as Bolas, vou lhe fazer uma revelação: - Já há um bom tempo, o Cláudio é testemunha, as nossas Bolas, que não mais serão usadas ficam comigo, as três últimas, -novembro- já  foram  entregues. - Quando vejo um "bando", termo carinhoso, de garotos saindo das escolas paupérrimas de Cotia, fazendo bastante folia ou chutando bolas improvisadas, desço do carro, chamo a molecada e faço um desafio. - "Qual de vocês é o melhor nas embaixadinhas?"

-Inicialmente, acho que eles se espantam, tiozinho maluco é esse ai, porem, quando abro o porta malas do carro e tiro uma das ex nossas, semi novas, cheias e de couro, os olhinhos deles brilham. A resposta demora um pouquinho, mas, logo vem. -É ele, ou sou eu, não importa, sempre aparece o melhor, sempre foi assim no mundo da bola.

- Novamente, chegou a hora da porca torcer o rabo. -Lanço um desafio ao melhor. "quem fizer mais leva, fechado?". Como bom Boleiro, peço que ele comece, afinal,  ele não tá acostumado com a  bola  e vai fazer 8 ou 9 no máximo. Ai fica fácil normalmente ganho, desapontamento inicial, mas é eles, que levam a bola e eu fico com o sorriso maroto de um garoto Feliz.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Grande Artilheiro, Blogueiro, Marcão


É muito bom o "Começar de novo" com um conto seu, com a sua principal característica que é de escrever com leveza, simplicidade e de maneira despretenciosa.

Tudo isso junto, resulta  em um conto em forma de prosa, muito agradável de se ler.

Seu conto me fez "viajar" no passado e lembrar os dias em que junto com várias famílias passávamos a virada do ano e o Dia de Reis numa fazenda em Araras, "lá perto do Leme", (como os colonos falavam) e logo cedo apareciam os cantadores fazendo a "Folia de Reis" cantando músicas folclóricas , entrando nas casas para receber oferendas e abençoar  seus moradores.

As criançar adoravam e seguiam atrás dos cantadores.

Apenas para complementar o seu "Conto" coloco este video que relembra este "Dia de Reis" sua origem, seu significado e suas músicas e que me fizeram voltar aos anos 80.

http://www.youtube.com/watch?v=SaXO2KmwiCQ&feature=BF&playnext=1&list=QL&index=1


Muito obrigado, Marcão,  pelo inicio de ano deste jeito . Do seu Jeito !

Acredito que será um BOM ANO !

Abraços
Marino

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Um Sonho de Natal, por Marcão


Conto: Um Sonho de Natal, por Marcão
Pois, eh! – São quase 12 horas do dia 24, depois de “choferar”, por quase 3 horas, para ajudar nas ultimas compras do Natal e da ceia, cheguei em casa mais puto do que cansado, afinal, a Granja Vianna, não tem mais jeito, são muitas  obras para poucas ruas e a Raposo, coitada não agüenta mais. –Enfim o que fazer?

Apanhei o meu copo de sorver whisque, a cowboy, botei quatro dedinhos e fui pra rede tirar uma pestana. –Não sei ao certo se cheguei a adormecer, porém, fiquei muito assustado: Quando neste estado, atendi a uma ligação telefônica, pois não, é o  Marcão falando:



- Oi, Marcão, aqui é o Antero, você não vai acreditar no que aconteceu...
– Conta logo, cacete, respondi meio atrapalhado. – Marcão consegui uma vaga pro nosso time de Boleiros, vamos disputar a serie “A” do Campeonato Brasileiro, em 2011, fica claro, que eu sou o Chefe e você foi o aprovado como Coordenador e encarregado de operacionalizar, no que for preciso, para fazermos um excelente papel no Campeonato.

-Temos que fazer bonito, ser campeão e pegar a taça, dinheiro não vai faltar: - Pois, com as sobras do caixa dois do Claudião, que já temos e com a nossa camisa já vendida para o WALPHENIX, principal patrocinador, não podemos perder mais tempo e vamos à Luta.

 –Pensei comigo, esse cara tá me gozando, com esta idéia maluca, pois, pensando assim, vou logo trucar em cima dele e gritei: -Negócio Fechado, aceito o desafio, ok,  vamos ao trabalho, mãos à obra.

- Imediatamente liguei pro Basa, lhe expliquei o “causo” e comuniquei, você é o Diretor Técnico, encarregado de recrutar, selecionar e botar o nosso time os Boleiros em campo a responsabilidade é tua.



 O Claudião e o Ulisses ficam com o Financeiro e com o caixa dois, a ser formado pelas sobras diversas não eventuais.





O J Urbano como Diretor de Obras, fica com a responsabilidade da expansão do nosso Campo no Centro Olímpico, quiçá e ainda, com grandes possibilidades de fazer a abertura da Copa em 2014.- Eu convidei e ele retrucou: ”–Marcão, acho que não vai dar, replicou o engenheiro de origens na Mooca”, porém, eu insisti e ele acabou aceitando.

O Valter fica com as Comunicações e acumulando as Relações Publicas, sendo o mestre cerimônias das festas e folguetos, na verdade vai ser o “Fofoqueiro” de plantão, sempre com os olhos de águias e patas de leopardos, além de conversar intimamente com as árvores locais.

O Marino fica com a estruturação e desenvolvimento organizacional e terapêutico dos Atletas, junto com a Auditoria, encarregado de aprovar os investimentos na Marca Boleiros, usando o nosso sítiobol como colônia de férias e de laser dos Boleiros.

O Theron fica com as funções de Marketing, colocando toda a sua experiência em “mangas”, negociando patrocínio da referida no uniforme, com uma grande multinacional distribuidora de Frangos e Perus.

O Tonico e o Everton devem montar as torcidas organizadas, levando os seus filhos Corintianos, como mascotes vitalícios, aproveitando os membros, da torcida alvinegra atualmente desiludidos, descontentes e sem ter nada.


- Logo recebi um email do Guerra: “-Marcão soube que você tá armando um time pra disputar a série A do Brasileirão 2011, como você sabe: -Eu sempre me poupo, quase que não tomo mais o remedinho, ou a 10 é minha, ou não tem negócio, não aceito outra... e nem o banco.”

O Ledo, bom fotografo, vai ter a incumbência de registrar os eventos com sua a mágica fotográfica. Tendo o Vagner sido escolhido como jogador manequim, encarregado de fazer o lançamento dos uniformes, dividindo esta responsabilidade com o ex galã global Francisco Cuoco.

Uma clausula que fica convencionada pra sempre: Compete ao Dr. Ad, a análise de todos os Contratos, sempre deixando a “taxa” de  15%, a ser meada, entre ele de 5% e de 10%, para o Marcão, afinal de contas ninguém, é de ferro e a responsabilidade é muito grande.”

” Cacete! -Tudo estava indo bem, às  mil maravilhas, pqp, lembrei do Francês, as coisas começaram a se complicar, quis aproveitar a experiência dele, ajudando a dirigir o Palmeiras, por mais de 30 anos, mas, ele sempre é vetado, dizem que ele não concorda com nada e ainda persegue os mais novos. -E toda hora fala que vai expulsar alguém. -Não sei como resolver esta parada.”

Os mais jovens: Felipe Taco, Guilherme, Bruno, Victor e Rhanan, devem organizar a Torcida Feminina, tendo como convidados especiais: o Bonfá, que vai tocar Trombone  o Professor que fica com o Cavaquinho e o Joãozinho que gosta muito fica com a clarineta. 

O Ricardo –filho- vai ao programa da Xuxa para divulgar os jogos e eventos dos Boleiros, seu pai o Alexandre e que vai acompanha-lo.

O Edivaldo fica como catador de bolas e encarregado do transporte dos atletas, o Coelho, fica com a responsabilidade de Tatuar: na bunda das meninas o símbolo dos Boleiros e no Pipi dos meninos o texto, em três tamanhos, de acordo com o porte: “Bol”, “Boleiros” e “Saudades dos Boleiros”.

Recebi algumas indicações: - A Rosane do Francês vai organizar as festas e folguetos, o Sthepan, fica como corneteiro em Paris, junto com o Olivier, que será junto, com o Chico Buarque, o nosso adido cultural.

O Renato vai pro Departamento de Importações, considerando o seu conhecimento sobre pedras preciosas na área de Geologia. Ainda assim, não posso deixar de lembrar das funções do Dr. Paulinho, que assume o Departamento Médico e tratamentos diversos, com exames de próstata e de toques retais a cada 10 dias.

O Rafa, o sogro e a “espo-namorada”, vão abrir uma escolinha de esportes filial dos Boleiros, em Sorocaba, com assistência médica gratuita, considerando que o sogro é veterinário e ele engenheiro de produção. O Toto vai ser o gerente de recrutamento de craques da terceira idade.

O Dante como bom samaritano, vai pra área de Religião e arrecadação junto as Comunidades eclesiásticas, encarregado de ensinar aos atletas, a rezarem o Pai Nosso e a se Benzer junto à torcida após a marcação dos gols.

O Gilberto Gaucho fica com a parte de recrutamento e seleção dos atletas do Sul do País, buscando jovens talentos do Inter. O Alexandre, junto com o convidado ex atleta Zico, devem elaborar um convênio com os jogadores dos times japoneses, não permitindo que eles jamais voltem a jogar no Brasil.

Espero que este Time de Certo, bjks Marcão

Em Tempo: Consegui uma vaga pro Patrice, ele vai cuidar da premiação do MotoRádio.




Feliz Natal...

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Martha Medeiros O Cafageste dos Sonhos

Grande Martha, volto a te copiar, gosto do teu texto bjks, Marcão

O cafageste dos sonhos

Eu não sei se ainda vigora, mas até um tempo atrás tudo o que os homens desejavam de suas mulheres é que elas fossem santas em sociedade e prostitutas na cama. Analisando friamente, que coisa mais xarope. Santa não reclama seus direitos, não usa jaqueta de couro, não pede aumento, não conversa de igual para igual com o marido, não viaja de mochila nas costas. As santas são um tédio. Um homem inteligente não iria querer um zero à esquerda ao lado dele.

Prostituta na cama também não me parece um sonho. Uma mulher que não está ali por vontade própria, que reage mecanicamente ao toque, que realiza todas as fantasias do parceiro por causa do dinheiro e não por estar realmente gostando. Um homem inteligente consegue uma mulher mais autêntica e de graça.

De qualquer maneira, trata-se de uma metáfora e metáforas não são para serem analisadas. O que o homem quer é uma mulher que saiba usar os talheres quando for jantar com a família dele e que seja uma pervertida na hora de transar. Apoiado. Nós também queremos um cavalheiro que nos abra a porta do carro quando nos levar ao restaurante e um cafajeste que não respeite uma única regra de etiqueta na hora do bem-bom.

Está, assim, explicado o sucesso do personagem vivido pelo ator José Mayer na novela Laços de Família, onde ele representa o cavalo mais xucro do haras. O cara dá a entender que demole as moças entre quatro paredes, e esse é o fetiche de todas as mulheres que têm em casa um lorde de dia e, lamentavelmente, à noite também.Em sociedade, há quatro expressões de uso obrigatório: por favor, obrigado, desculpe e com licença. Depois que o sol se põe e as crianças foram dormir, essas quatro expressões automaticamente ficam proibidas. Um homem, na cama, pode ter mil qualidades: ser carinhoso, engraçado, criativo, inteligente, sedutor, voluptuoso, insaciável, tudo o que quiser, menos educado. Tem que esquecer que estudou em colégio de padre. Tem que abstrair do fato de estar deitado com a mãe dos filhos dele. Querida, por favor, você poderia... não! Desculpe, amor, mas você me daria licença de...não!

Favor não confundir virilidade com brutalidade. Trata-se apenas de deixar aflorar o instinto animal que existe em todos nós. Não precisa apartar que não é briga.

Marta Medeiros


quinta-feira, 27 de agosto de 2009

No túmulo de um inglês Euclides da Cunha


Euclides da Cunha
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Último texto
No túmulo de um inglês
Euclides da Cunha
És bem feliz,mylord!... na tua tumba fria
Um sono gozas, bom — no seio da soedade
Feliz!... não tens o Sol de tu'Albion sombria
Mas tens o olhar de Deus — O Sol da eternidade!...

És bem feliz mylord a triste ventania
Soluça nos ciprestes os cantos da saudade...
Quem sabe se te traz — em vozes de agonia—
Os risos e as canções de tua mocidade!...

Estás livre do splen... invejo-te deveras...
Do túmulo a sombra espanca as pálidas quimeras.
— Em teu berço de pedra embala-te a soidão...

És bem feliz mylord — assim antes eu fora!...
Tu tens a calma eterna, a solidão sonora
E tu não tens — feliz — não tens — teu coração...
Rio — 2 de Novembro 1883.
_________________________________________________________________
Este túmulo está no cemitério de Catumbi — tornou-se-me saliente saliente pela isolação em [que] se acha — quase em pleno mato — completamente separado dos outros. Antes de ler a inscrição na lousa — onde este soneto fiz — adivinhei ser de um inglês...

Poema inédito e manuscrito do caderno de adolescência Ondas, escrito aos 17 anos. Euclides acrescentou-lhe a uma nota explicativa no final da página. Mantida ortografia original.


Extraído dos "Cadernos de Literatura Brasileira",
números 13 e 14, Dezembro de 2002, publicação do Instituto Moreira Salles, pág. 151.

1909/2009 - Lembramos os 100 anos do falecimento do autor.

Euclides da Cunha
: tudo sobre o autor e sua obra em "Biografias".

Leia o texto. Compre o livro.

35 anos para ser feliz Martha Medeiros

© Projeto Releituras
Arnaldo Nogueira Jr
27/08/2009 - 19:13:28


Martha Medeiros

35 anos para ser feliz

Martha Medeiros

Uma notinha instigante na Zero Hora de 30/09: foi realizado em Madri o Primeiro Congresso Internacional da Felicidade, e a conclusão dos congressistas foi que a felicidade só é alcançada depois dos 35 anos. Quem participou desse encontro? Psicólogos, sociólogos, artistas de circo? Não sei. Mas gostei do resultado.

A maioria das pessoas, quando são questionadas sobre o assunto, dizem: "Não existe felicidade, existem apenas momentos felizes". É o que eu pensava quando habitava a caverna dos 17 anos, para onde não voltaria nem puxada pelos cabelos. Era angústia, solidão, impasses e incertezas pra tudo quanto era lado, minimizados por um garden party de vez em quando, um campeonato de tênis, um feriadão em Garopaba. Os tais momentos felizes.

Adolescente é buzinado dia e noite: tem que estudar para o vestibular, aprender inglês, usar camisinha, dizer não às drogas, não beber quando dirigir, dar satisfação aos pais, ler livros que não quer e administrar dezenas de paixões fulminantes e rompimentos. Não tem grana para ter o próprio canto, costuma deprimir-se de segunda a sexta e só se diverte aos sábados, em locais onde sempre tem fila. É o apocalipse. Felicidade, onde está você? Aqui, na casa dos 30 e sua vizinhança.

Está certo que surgem umas ruguinhas, umas mechas brancas e a barriga salienta-se, mas é um preço justo para o que se ganha em troca. Pense bem: depois dos 30, você paga do próprio bolso o que come e o que veste. Vira-se no inglês, no francês, no italiano e no iídiche, e ai de quem rir do seu sotaque. Não tenta mais o suicídio quando um amor não dá certo, enjoou do cheiro da maconha, apaixonou-se por literatura, trocou sua mochila por uma Samsonite e não precisa da autorização de ninguém para assistir ao canal da Playboy. Talvez não tenha se tornado o bam-bam-bam que sonhou um dia, mas reconhece o rosto que vê no espelho, sabe de quem se trata e simpatiza com o cara.

Depois que cumprimos as missões impostas no berço — ter uma profissão, casar e procriar — passamos a ser livres, a escrever nossa própria história, a valorizar nossas qualidades e ter um certo carinho por nossos defeitos. Somos os titulares de nossas decisões. A juventude faz bem para a pele, mas nunca salvou ninguém de ser careta. A maturidade, sim, permite uma certa loucura. Depois dos 35, conforme descobriram os participantes daquele congresso curioso, estamos mais aptos a dizer que infelicidade não existe, o que existe são momentos infelizes. Sai bem mais em conta.