Lá vai o Ro... Pedalando, bjks
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sexta-feira, 13 de agosto de 2010
terça-feira, 22 de junho de 2010
Bicicleta Brasil: Avanços e Desafios
Parabéns Rodrigo, excelente trabalho realizado em Brasília, no "Programa Bicicleta Brasil," promovido pela Secretaria Nacional de Transporte e Mobilidade Urbana, elaborando Planos e Normas, promovendo o uso da Bicleta no Brasil... Bjks Marcão
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Pedalar é conhecer, conhecer é viver! - Trailer
-Fenomenal: Aventuras 1.000, adrenalina da mais pura, com mais de 4.200 metros de altitude, vulcões, rios de lavras, vídeos, fotos e paissagens Maravilhosas, Parabéns Ro, sinta-se abraçado, a sua coragem e sensibilidade te levam aos maiores encontros da vida, somente falta o meu Netinho o Jabutizinho, futuro parceiro do Alê, bjks... Marcão
Para Ver + Acessem: http://www.cicloviagem.org/
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quinta-feira, 4 de março de 2010
Diário CicloPoiesis / Quito
Querida familia, Cheguei em Quito hj, quase sem nenhum arranhao....kkkkkk Final de um ciclo, inicio de outro!!! Agradeco muito vcs sempre, por serem como sao!!!! tbm peco desculpas por as vezes deixar-los preocupados comigo, mas como todo bom filme hollywoodiano, tudo da certo no final.... Brincadeiras a parte, valeu muito a pena!!! bj e abraco forte daqui de Quito, MUITO VIVO, Ro
Ah... A música sempre me encanta! - E quando parte de você um vencedor e muito sensível é melhor ainda, -Parabéns Ro, chore, chore, chore, lave a sua linda alma, você venceu mais esta, afinal foram quase 2.700 quilometros rodados em quase 60 dias, sinta-se amado, bjks Marcão
Ah... A música sempre me encanta! - E quando parte de você um vencedor e muito sensível é melhor ainda, -Parabéns Ro, chore, chore, chore, lave a sua linda alma, você venceu mais esta, afinal foram quase 2.700 quilometros rodados em quase 60 dias, sinta-se amado, bjks Marcão
Quito
Seg, 01 de Março de 2010 23:17 Escrito por Rodrigo Ferrari
Hora de embarcar de volta para o Brasil, mas antes finalizar esse diário de bordo, vou contar um pouco da ultima surpresa dessa cicloviagem. Ao sair do hotel em direção ao aeroporto observei que uma das principais ruas de Quito, a 10 de Agosto, havia se transformado numa ciclovia, então pensei: Será que eu morri, ou estou sonhando?
Nada disso, confirmação espontânea da importãncia da bicicleta como opção de mobilidade urbana, espaço legítimo conquistado pelos cidadãos Quitenhos que fazem das ruas um lugar de convivência em duas rodas todo domingo.
Fui pedalando entre centenas, talvez milhares de ciclistas até o aeroporto, e ainda pude reencontrar meu amigo Frank, líder da “Cicleadas el Rey” um projeto muito maneiro de experiências com as bicicletas em Quito.
Finalizo agradecendo por todos os presentes e desafios que o tempo me deu durante essa cicloviagem, e a todos que se interessaram em viajar comigo pela internet, obrigado e até a próxima!
Así es!
Seg, 01 de Março de 2010 23:17 Escrito por Rodrigo Ferrari
Acordei e fui em direção ao último pedal oficial da 3° etapa, ruma a “La Mitade del Mundo”, monumento que determina a latitude 0° de nuestra “Pachamama”. Conforme o roteiro iniciei nossa narrativa ciclopoietica, agora o desafio é montar esse documentário e captar os recursos aprovados pela Lei Rouanet.
Seg, 01 de Março de 2010 23:10 Escrito por Rodrigo Ferrari
Aproveitei a manhã para conhecer o centro histórico de Quito, tudo tranquilo demais... De noite sai pedalando em direção ao bairro Mariscal, onde se concentra a vida noturna de Quito, pedalei pelos bares e baladas, tomei uma creveja numa praça e continuei minha pedalada pelas ruas de Quito. De repente vejo um grupo de ciclistas, parei e comecei a interagir, resultado, voltei para casa 4 horas da manhã depois de uma pedalada noturna com esse grupo de ciclistas muito loucos. Pedalamos juntos uns 40 km até La Libertad, montanha a cima dos 3200 metros de altitude, com um visual incrível de Quito. Por essa eu não esperava...
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Riobamba / Banos
Ola,
Gostaria de dividir com vcs esse video -
http://www.cicloviagem.org/2010/index.php?option=com_content&view=category&layout=blog&id=36&Itemid=55
abraços, Digão
Etá Garoto Porreta!!! Força Ro, no domingo o Churrasco te espera, em tua homenagem vou preparar:
um autêntico ceviche do Peru, ... Quando se menciona a gastronomia do Peru, vamos imediatamente ao " ceviche " ,... esse prato delicioso, que virou paixão nacional...
20/02/2010 - Riobamba / Banos
Dom, 21 de Fevereiro de 2010 22:05 Escrito por Rodrigo Ferrari
Hoje foi o dia mais louco, “adrenante” e fantástico de cicloviagem que já vivi nos meus modestos km pedalados pela América do Sul. A rota foi de Riobamba para Baños pela estrada antiga, que passa pelo povoado de Penipe. Estava pedalando, vibrando com a paisagem, o silêncio e a tranquilidade de uma estrada quase sem nenhum movimento. De repente não havia mais nenhum veículo motorizado, estava em extase.
Após alguns pequenos obstáculos, característicos de uma estrada em desuso, realmente surgiu o primeiro desafio, uma bifurção sem nenhuma informação. Escolhi o caminho errado e me deparei com o final da estrada que se acabava em um penhasco e recomeçava do outro lado, pensei: “sem problemas, é só voltar e ir pelo outro caminho.” Acontece que não foi tão simples assim, o outro caminho também estava interrompido pela mesma erosão de um rio, soube em seguida que isso que chameni de rio era água e barro do vulcão Tungurahua, em plena atividade, pronto para entrar em erupção a qualquer momento.
Quem me explicou isso, e muito mais sobre o vulcão e toda essa região, foi Rafael, um jovem nativo que vive numa fazenda com sua família nessa região. Atravessamos essa e mais 4 erosões muito mais difíceis, inclusive duvidei da possibilidade de atravessar-las em pelo menos 3 delas e principalmente na última. Agora tenho um amigo que mora no pé do vulão Tungurahua, cuja última erupção foi em 2006 e que pode explodir de novo a qualquer momento. Não apenas vi as consequencias dessa erupção com meus prórpios olhos, como tive o privilégio de compartilhar a narrativa emocionante desse jovem, que experimentou tudo de muito perto e não conseguia segurar as lágrimas que escorriam de seus olhos, de suas lembranças.
Depois de passar a última erosão, algo que não acredito que fizemos até agora, segui “solito” meu caminho e me perdi numa outra bifurcação. Me afastei muito de Baños, e o pior, montanha a baixo. Descobri que estava no caminho errado ao perguntar para uma família se estava muito longe de Baños, por surpresa eles apontaram para a direção de onde eu estava vindo, fiquei perplexo. Comecei a pedalar às 9 horas da manhã e já eram 4 horas da tarde, se voltasse pelo caminho de onde vinha, iria demorar pelo menos mais 1 hora de pedal montanha a cima e depois teria que atravessar mais erosões daquelas “solito”.
Foi então que eles me ofereceram uma carona para a cidade onde eles estavam indo, Pelileo. Prendemos a bike no lado de fora do pequeno caminhão, embraquei atrás junto com alguns sacos de milho, cebola e outros vegetais e duas famílias daquela região que estavam pegando uma carano também. Não sei ao certo o quanto rodamos, mas tenho certeza de que chegamos perto dos 4000 de altitude, o clima na caçamba do caminhão foi inesquecível, conversei muito com os adultos e brinquei um pouco com as crianças que não conseguiam para de mexer na minha bicicleta e ficavam me perguntando tudo sobre ela.
Quanta beleza e riquesa nessa simplicidade, jamais esquecerei essa experiência. Chegamos em Pelileo, montei a magrela e me joguei montanha a baixo até Baños, uma descida de 1000 metros. Para finalizar esse breve resumo de um dia muito especial, um mergulho nas piscinas termais de La Virgem na cidade de Baños, com águas aquecidas pelas profundezas do vulcão Tungurahua, que transfiriram para minha corporeidade um pouco dessa energia incalculável.
Dom, 21 de Fevereiro de 2010 22:03 Escrito por Rodrigo Ferrari
O principal objetivo era aclimatar novamente à altitude, 2800. O dia foi tranquilo, conheci a cidade e planejei os próximos dias.
sábado, 20 de fevereiro de 2010
Diário CicloPoiesis
Grande Ro, somente pra te provocar: "continue a abandonar a sua tonelada de repolho"... Texto transcrito da sua Monografia apresentada à UFSC. Força garoto, você é muito Forte e sobretudo AMADO. bjks Marcão.
Maturana & Varela (1995) encerram seu livro com o seguinte trecho da Fábula Os Ilhéus:
“Era uma vez uma ilha que ficava em algum lugar, cujos habitantes desejavam intensamente ir para outra região e fundar um mundo mais saudável e digno. O problema, todavia, era que a arte e a ciência da natação e da navegação nunca haviam sido desenvolvidas, ou talvez tivessem sido esquecidas. Por isso, havia habitantes que nem sequer pensavam em alternativas à vida na ilha, enquanto outros procuravam encontrar soluções para seus problemas, sem tudo pensar em cruzar as águas. De vez em quando, alguns nativos reinventavam a arte de nadar e navegar. Também de vez em quando, um estudante ia até eles e entabulavam um diálogo mais ou menos assim:
- O que está disposto para consegui-lo?
- Nada. Só desejo levar comigo minha tonelada de repolho.
- Que repolho?
- A comida que precisarei do outro lado, ou seja, lá onde for.
- Mas há outros alimentos do outro lado.
- Não sei o que está dizendo, Não estou seguro. Tenho de levar meu repolho.
- Mas não pode nadar com uma tonelada de repolho. É muito peso.
- Então não posso aprender. Chama meu repolho de carga, mas eu o chamo de meu alimento essencial.
- Suponhamos que, em vez de repolhos, digamos idéias adquiridas, ou pressuposições, ou certezas?
- Hummm... vou levar meus repolhos para alguém que entenda minhas necessidades.” (Shah apud MATURANA & VARELA, 1995, p.265).
Escolhemos finalizar essa reflexão interpretando essa história com mais profundidade, porque observamos uma relação muita estreita entre essa narrativa e a biologia do Conhecer e do Amar, e nossas experiências vividas através da realização do projeto CicloPoiesis de “se transportar” de bicicleta numa viagem.
18/02 Guayaquil / Rio bamba
Sex, 19 de Fevereiro de 2010 04:57 Escrito por Rodrigo Ferrari
Uma cerveja e uma pizza em Riobamba, esse é o marco de um novo ciclo, o último da 3° etapa do projeto CicloPoiesis. Fazem 5 dias que estava descendo ladeira a baixo, apesar de estar pedalando no plano, me sentia cada vez mais perto do fundo do poço.
A rota de fulga foi em direção ao alto, para buscar o ar que me faltava, ironicamente onde a respiração é mais difícil, a 2800 metros a cima do nível do mar, especificamente em Riobamba (Ecuador).
Já não existe poço nenhum, a curiosidade e o fascínio pelo desconhecido, planejado porém imprevisto retornou. Só existe uma coisa melhor do que sentir o que estou sentindo agora, sentir tudo isso junto com todos que amo, porque se não há com quem dividir não faz sentido viver.
Camarada Zinner não pode se juntar a mim nesse pedal, continuo “solito”, sempre acompanhado por todos que amo. Já estou quase começando a planejar a 4° etapa, “os que tiverem afim”, vamos planejar juntos! Que venham os vulcões do Ecuador...
Sex, 19 de Fevereiro de 2010 04:24 Escrito por Rodrigo Ferrari
Acordei, verifiquei o email para saber se havia alguma novidade de Zinner e nada! Fui para o aeroporto verificar se seria possível antecipar minha volta, a resposta foi um categórico não, que agora não era o que eu queria ouvir, mas é a resposta correta. A volta é dia 28/02, embarque em Quito, não faço a mínima idéia do que vai acontecer ate lá!
16/02 - Naranjal / Guayaquill
Sex, 19 de Fevereiro de 2010 04:23 Escrito por Rodrigo Ferrari
Sex, 19 de Fevereiro de 2010 04:23 Escrito por Rodrigo Ferrari
Será? Efeito “ina”... pedalei sob efeitos duplos de taurina e cafeina, V220 é o nome do energético concorrente do “vacuno rojo” por essas bandas. Pedalei como um “brucutu alado” até Guayquil, sempre em dúvida sobre a continuidade dessa cicloviagem maluca, que está me fazendo brincar com a sanidade. Fazia tempo que não mergulhava tão fundo, me sinto superficial diante desse imenso buraco negro, conforme diz o comandante dos exércitos rojos, camarada Felipe Queriqueli.
15/02 - Machala / Naranjal
15/02 - Machala / Naranjal
Sex, 19 de Fevereiro de 2010 04:22 Escrito por Rodrigo Ferrari
“Minha vontade é fazer parafuso de rosca quadrada e infinita” (Dervixe de Pinheiros). Nesse momento, em que desejo não estar aqui, não me engano ao pensar que o problema é o lugar. Sou eu! Esse estado de profunda angústia, ausência de sentido, não é o resultado de um dia chato de pedal pelo Equador, em meio às infinitas plantações de banana da provincia de El Oro. O que ocorre é justamente o inverso. O estado interno, que é anterior ao dia monótono de pedal, que determinou minha percepção relativa à esse dia. Merda de dia, como qualquer outro dia de merda!!!
Gostaria de estar em lugar nenhum e contraditoriamente é exatamente ai que estou, pois estou vivendo minha maior utopia. Cicloviajando para promover o uso da bicicleta como meio de transporte!? Fazendo um documentário sobre tudo isso!? Hey, você gostaria de pedalar? Enquanto faço muitas perguntas e penso sem parar, tenho a impressão de que estou falando sozinho, desenhando palavras e imagens que nunca serão lidas.
O que me conforta é que a rigor não podemos encontrar certas respostas, por isso me contento com uma estranha pergunta: “Porque faço o que faço, enquanto faço o que faço?” Aparente redundancia que pode dar um nó em qualquer “miolo”, mas essa circularidade CicloPoietica faz sentido.
A bússula voltou a funcionar!!! Sim, cicloviajar faz sentido! CicloPoiesis é meu não-lugar, minha útopia, exatamente onde me encontro agora e para onde vou amanhã.
domingo, 14 de fevereiro de 2010
Chicama
Sáb, 13 de Fevereiro de 2010 17:58 Última atualização em Sáb, 13 de Fevereiro de 2010 18:07 Escrito por Rodrigo Ferrari
A saida de Chicama foi muito emocionante, os primeiros km intensos e contraditórios, cheio de boas lembranças e a sensação de que tudo deu mais do que certo até aquele momento. Aproveitei muito para refletir e mergulhar na experiencia de estar sozinho na estrada, num dia de pedal tranquilo, comum!
Logo que cheguei em Pacasmayo procurei pela praia e dei um mergulho mar. Um nativo, agora meu amigo Jose, ciclista peruano de Pacasmayo iniciou uma conversa comigo ate que me convidou para almoçar com sua familia em sua casa. Aceitei com muito prazer. Passamos a tarde juntos, sua mulher Brenda e seus filhos são muito doces e hospitaleiros, o que era para ser o primeirpo dia de solidão se transformou numa troca de experiencias muito bacana.
Em rigor nunca se viaja sozinho, sempre encontramos pessoas pelo caminho e vamos fazendo novos amigos, interagindo com qualquer pessoa. Vamos adelante que a estrada me chama.
Devido a chegada do Zinner no dia 20-02, e minha vontade de conhecer, pedalar mais pelo Equador, embarquei num onibus para Talara, às 23 h. Agora estou a 200 km da fronteira com o Equador, dia 14 devo cruzar a fronteira.
Thobias disse:
Dia 10. dia de cada um ir pra um lado. Qual o melhor jeito de se fazer isso. Baboseira!! Está feito, estamos juntos, apenas fazendo coisas diferentes. Que sensaçao de Vácuo. Agora sabemos que podemos usar o vácuo a nosso favor. O dia rodando, cronos passando, Rodrigo caindo na estrada e Thobias indo pro Surf. Surf em um lugar especial, com os nativos da área. Chicama Está vazio, sem swell, apenas nativos. Mas "Hai Olas" 1,5 m na Punta e 2 metros em Matapalo, incrível, ondas abrindo grandes e largas (longas). Duas horas de surf e de volta a vilazinha, pro resto do dia? Surf no Point (1ª Seçao), e preparar-se para o retorno. Daqui em diante o diário Ciclopoiesis mistura uma vivência "Ciclo"... Pro Surf... e pra tudo que se faz para viver e conhecer.
9/2 Chicama
Ro, dia do Aniversário, você não está só, quanto mais longe mais te amamos, bjks Marcão.....
RecadosOnline -
Sáb, 13 de Fevereiro de 2010 17:57 Escrito por Rodrigo Ferrari
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Video - Ginga Gingou
amo vcs,
bj daqui de Mancora, Peru,
Digo,
Parabéns Ro, excelente documentário, sinta-se confortavelmente abraçado, bjks Marcão
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Diário CicloPoiesis
Grande Rodrigo: ah,..! - A música sempre me encanta, você é muito sensível, portanto, sinta-se abraçado e amado, neste dia especial, que é o seu ANIVERSÁRIO, Parabéns, sou Feliz em poder compartilhar de um filho amigo como você.... - A distância só nos deixa mais perto. - Força no Pedal, sempre é hora de levantar e galgar um novo objetivo... bjks Marcão
05/02/2010 – Tortuga / Trujillo
Sáb, 06 de Fevereiro de 2010 22:58 Última atualização em Sáb, 06 de Fevereiro de 2010 23:01 Escrito por Rodrigo Ferrari
Acordamos com a lua brilhando sobre nossas cabeças, olhamos no relógio e ainda era 3 h da manhã, ufa!!! Mais algumas horas de sono. Despertamos muito cansados, o pedal não estava rendendo, Rodrigo indisposto, um pouco mau do estomago e dor de cabeça. A uns 5 km antes de Chimbote, encontramos um andarilho inglês que nos recomendou passar direto por Chimbote e aproveitar Trujillo.
Não pensamos duas vezes, vimos uma possibilidade de carona e fomos para Trujillo. Dia de descanso, recarregar as baterias e comemorar os mais de 1500 km pedalados.
04/02/2010 – Huarmey / Tortugas
Sáb, 06 de Fevereiro de 2010 22:57 Escrito por Rodrigo Ferrari
O dia começou errado, entramos num ciclo de longas pedaladas e pouco descanso. Saímos por volta das 11 h da manhã, péssima idéia para quem almeja pedalar mias de 100 km no deserto. Dessa vez chegamos no limite, a nossa previsão de parada e descanso não existia, e fomos castigados por nossa inocência em acreditar que ela existiria. Não levamos alimento e liquido suficiente para fazer o trecho com tranqüilidade. Fome e irritação!!!
No auge da roubada fomos surpreendidos, Sr. Clemente tem o melhor restaurante do Peru no meio do deserto. Um homem generoso, que nos convidou para comer em seu restaurante como se estivesse em sua casa. Nos mostrou dois livros com mensagens de pessoas como nós, viajantes, que ele chama de amigos aventureiros. Foi emocionante, o clímax da viagem.
Depois de ouvir tantas estórias, escrevemos a nossa naquele livro, que é um nó em pleno deserto, onde centenas de vidas do mundo inteiro se cruzam. A dureza do deserto se transformou em generosidade, as dificuldades esquecidas em meio a lembrança do SER-HUMANO, Sr. Clemente.
Chegamos em Tortugas, e daí? Definitivamente o que importa é a viagem, não o destino! Casas Penduradas nos barrancos de pedra, “cerca do mar” nos impediu de acampar na praia. Mais um homem generoso, Seu Firmino nos cedeu uma varanda no alto do barranco de frente para a Baia de Tortuga. De lá apreciamos mais um por do Sol e acampamos ao som do Mar, dos pássaros e de gotas de água que ameaçavam nos tirar dali.
03/02/2010 – Barranca / Huarmey
Sáb, 06 de Fevereiro de 2010 22:56 Escrito por Rodrigo Ferrari Depois de uma bela noite de sono, ao som do mar e vista pro Pacífico, levantamos às 7:00. Demos continuidade ao trabalho, escrevendo e dando “um tapa” nas Bicicletas. O Thobias conseguiu colocar o cambio pra funcionar quase 100% novamente. Água, sabão e lubrificação. Fomos ao centro de Barranca, comprar comida e água para atravessar mais 100 km de puro deserto. Sabíamos que a estrada nos reservava calor, subidas, areias e muita rocha, era preciso estar preparado.
Em meio a um milharal, em baixo de uma única árvore, fizemos nosso “desayuno”. E dá-lhe Sol!!!! O trecho começou a mostrar suas nervuras, acabou o acostamento, o asfalto estava deteriorado, a estrada parecia abandonada. O sol latente em nossas cabeças. Não sabemos a temperatura, mas era muito... muito quente. Passamos o rio Fortaleza e... mais subida. Algumas descidas e mais subidas. A descida não animava enquanto que as subidas desesperavam. A paisagem era bela, o sol abria as cores do deserto, tons quentes de vermelho, laranja, amarelo, marrom e branco, enquanto tínhamos pique, estávamos registrando ao máximo. Paramos depois de 30 km, exaustos, moles, miolos fritos. Mudamos a estratégia de ataque, nos preparamos para pequenas metas de 15 km.
Depois de 15 km, percebemos o quanto havíamos subido, descemos e paramos num restaurante. Sombra, Coca-Cola “Helada”, Tromboyo frito com papas e cebola. Hidratamo-nos, nutrimo-nos e estávamos pronto pra mais 60 km de deserto. Depois de refletirmos sobre como lidar com as dificuldades, seguimos mais tranqüilos, com o Sol mais baixo (3 hs da tarde). A cada 15 km a paisagem mudava completamente, nos aproximávamos e afastávamos do Pacífico, Dunas, Mar, Rochas escuras e até o verde começou a fazer parte do cenário. Aproveitamos pra fazer muitos registros de vídeos e fotos. Ainda batemos um bom papo com um nativo (registrada) e tocamos os últimos 22 km, que “tiramos de letra”, acompanhados por um esplendoroso por do Sol.
Passamos a noite num bom Hotel com internet e boa conexão. Garimpamos desconto novamente (Hotel Maria Huarmey), atualizamos o site e nos atualizamos com informações do Brasil. Prontos para tocar mais 100 km até a Praia das Tortugas um pouco depois de Casma.
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
Etapas do Projeto
Estamos muito bem, valeu por divulgar no seu blog!!!! SAUDADES bj!!! Rodrigo
Terceira etapa com 3.000 Kms de pedal, partindo da Cidade de Casco no Peru até Quito a Capital do Equador...
Grande Ro, -o que pedala- eu que devo te agradecer, -por ser seu Pai- e sobretudo por aumentar os acessos do blog, - Saudades e bjks Marcão PS: Quanto às chaves perdidas, me faz lembrar...a última que vocês perderam, na volta da balada e quando fui chamado à recepção e avisado que a referida foi encontrada no fundo da pisicna, após vários dias de vocês "entrando e saindo" pela janela, risos. PS: A chave do Siena também foi achada.
Diário CicloPoiesis 27/
Grande Ro, estamos com você, apesar da "saudades", o nosso lema sempre foi: faça, faça e faça sempre qie tiver vontade e força para executar bem feito... Te amo bjks / Marcão
Diário CicloPoiesis
Diário CicloPoiesis
Qui, 28 de Janeiro de 2010 20:00 Escrito por Rodrigo Ferrari
Na véspera do aniversario de 30 anos de Thobias, escrevemos essas palavras de frente para o pacífico, tomando uma cerveja. O dia começou “temprano”, levantamos as 4 da manhã e deixamos Ica, a cidade da buzina, para trás. O vento estava a favor, o terreno era plano e nossa energia estava pulsando. Pedalamos 2 horas mantendo uma média de 30 km/h, que para uma cicloviagem é uma alta velocidade, pelo menos para nosso ritmo.
No caminho, observamos uns “bugues” estacionados nas dunas. AdrenaArena é uma empresa especializada em levar turistas para passeios de bugues pelas dunas da região de Paracas. Mario, dono da empresa nos levou pára um passeio, com muita adrenalina, um visual inesquecível e uma aula sobre a geografia do local. Apesar do impacto ambiental que os carros causam nas dunas, tudo é feito muita consciência e controle, causando o menos de danos possíveis e com a preocupação de cuidar da região. Vale a pena ver o vídeo, ou melhor, viver essas experiência em Paracas, no Peru.
Seguimos para a cidade litorânea de Paracas, no caminho o Thobias já sentia as boas vibrações, empolgado deixou a mala aberta, e por isso teve que voltar de 3 a 5 km para buscar as coisas que caiam na estrada. Em Paracas vimos e sentimos a água gelada do Pacífico pela primeira vez nessa viagem. Fomos a procura de Frank, por recomendação de Mario e nos hospedamos em seu albergue. Comemos um “pescado”, brindamos com uma cerveja e ainda são 2 horas da tarde. O clima segue bom. Em fim descansando, trabalhando e comemorando de verdade.
Qui, 28 de Janeiro de 2010 19:49 Última atualização em Qui, 28 de Janeiro de 2010 19:53 Escrito por Rodrigo Ferrari
Acordamos com as galinhas, ou melhor, com os berros dos galos e partimos em direção a Ica. Logo no inicio encontramos o desvio que o responsável pelo museu Maria Reiche havia nos falado, sem hesitação fomos pelo caminho mais curto. Essa estrada foi interrompida por causa de um terremoto, que abalou a estrutura de um túnel que corta a estrada, porém conforme verificamos, a estrutura do túnel está muito sólida!
Muita subida e “puro desierto”! Entramos em contato com a secura e a alta temperatura que nos castigou, por isso decidimos baixar a cabeça e pedalar em frente. Chegamos em Ica quebrados, comemos e nos encostamos na primeira pousada que achamos. Um dia de pouca produção, de pedal muito pesado e estressante. Em Ica nos organizamos para sair bem cedo em direção a Paracas, deixando para trás o barulho das buzinas, que até agora nos deixa com dúvidas: Para que buzinar tanto?
Qui, 28 de Janeiro de 2010 19:43 Escrito por Rodrigo Ferrari
Surpresa, a chave perdida estava no bolso de Thobias. Depois dessa boa notícia e de enrolarmos bastante para acordar e sair da cama, começamos a nos organizar para partir. Thobias passou a noite indo ao banheiro, estava com diarréia, Rodrigo ao acordar também sofreu do mesmo mal. Partimos mesmo assim, a viagem foi tranqüila e nosso estado de saúde não é nada preocupante, já estamos bem melhor.
Os primeiros km´s foram muito legais, uma nova paisagem, um novo clima. Viver o deserto é muito interessante, ao mesmo tempo em que ele atrai, também repele. Fizemos muitas fotos e vídeos, pedalamos atentos procurando locais mais altos para tentar ver algumas linhas e figuras de Nasca. Vimos e nos encantamos.
Mais adiante, num pequeno povoado visitamos a casa de Maria Reiche, uma arqueóloga alemã que dedicou sua vida para descobrir os mistérios das linhas de Nasca. É graças ao trabalho dela que hoje o mundo ocidental conhece os mistérios em torno desses desenhos e linhas tão complexas, que segundo os guias e a própria Maria Reiche, estão relacionadas com a astronomia, épocas de plantio e colheita, e quem sabe muitas outras coisas.
No momento em que escrevemos esse texto, Thobias questiona a repetição dessas teorias, dizendo que talvez isso não faça nenhum sentido. Mais uma explicação de um mistério, reduzido a um calendário astronômico. Realmente não temos como saber!
Maria Reiche escreve que seria muita pobreza achar que essas linhas e figuras são apenas a manifestação de crendices e rituais religiosos primitivos, afirmando que, em sua visão, todo esse trabalho é o produto de um esforço brilhante para compreender o mundo e o universo, fazendo comparação com os métodos das ciências naturais modernas.
Enfim, após essa manhã de aprendizado, almoçamos mais uma vez um pedaço de frango com batatas fritas a beira da estrada. Sofremos com o calor e aridez do deserto, mas chegamos em Palpa, na “Posada Del Rio”, um Oasis no deserto. Agora a bateria do computador está acabando e vamos dormir em nosso primeiro acampamento dessa viagem, que é melhor do que muitos lugares que já nos hospedamos até aqui!!! Amanhã cedo vamos para Ica, começaras 5 da manhã para evitar o calor do deserto.
Qui, 28 de Janeiro de 2010 19:37 Última atualização em Qui, 28 de Janeiro de 2010 19:39 Escrito por Rodrigo Ferrari
O dia começou pesado. “Da-lhe” roupa suja pra lavar!!!
Depois do almoço um passeio pelos Aqueodutos. Em meio ao deserto, vida, plantas espinhentas, cactos, melancias, pássaros e até Mata Blanco (estilo de borrachudo branco, que vem nos acompanhando pela viagem).
Dessa vez acompanhamos a periferia de Nasca, desértica, com um olhar mais crítico, duvidoso, confuso... Puro sentimento racionalizado... Difícil compreender. A reflexão girou em torno da pobreza em contraste com a exploração do turismo, os problemas da invasão cultural ocidental, que traz comparações e desejos de consumo que dificilmente se realizarão, entre todos os pobres que vivem na periferia de qualquer centro urbano, seja ele turístico ou não.
Cruzamos silenciosos e apreensivos as ruas da periferia de Nasca até “La Plaza de Armas”. Uma apresentação cultural estava sendo organizada pela prefeitura, quando ouvimos um senhor nos chamando: “Brasileiros!!!!! Querem participar de nosso evento junto aos representantes do turismo e esporte da cidade?” Ficamos um pouco em dúvida, talvez um envergonhados ou deslocados, mas aceitamos o convite com muito prazer. Mais uma oportunidade de divulgar nosso projeto e principalmente o uso da bicicleta como meio de transporte. Parecia que todos sabiam o que fazíamos ali... os que não sabiam, ficaram sabendo. O melhor foram as conversas e amizades, além do aprendizado sobre a história da cultura Nasca, assim como de seus antecessores, civilizações muito desenvolvidas que já habitavam a região desde 500 anos antes de cristo.
Finalizamos o dia com um “putz, perdemos a chave do quarto...” Acho que caiu do Bolso do Thobias. Kkkkkk, mais uma!!!!
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
sábado, 16 de janeiro de 2010
Relatos Ciclo Viagem / Janeiro
Caros Boleiros, o Rodrigão, maluco beleza, meu filho do meio predileto, -os outros dois também o são-, começou a pedalar desde pequenininho, direto e sem o uso das rodinhas, de apoio, na garagem do prédio onde morávamos, lá mesmo, o nosso amigo Wanderley, sempre falava: - E ai Picareta...!!! estanhando ver um quase bebe andando tão bem de bicicleta.
Pois é, neste terça feira do dia 12 de janeiro, o Ro iniciou a 3ª . etapa do seu exuberante Projeto de Pedalar pela América do Sul, por dever de ofício, passo aqui os Relatos:
Eae família, estou bem pra cassete!!!! ta difícil a comunicação, fuso horário....
cicloviagem.org, logo mais o primeiro vídeo ta no ar....
saudades, AMO VCS!!
12/01/2010 – 9h 00min
Rodrigo - O dia começou intenso, desde o primeiro segundo já estava muito ansioso esperando pelo amanhecer do nosso primeiro dia, aquele predestinado a ser o dia do nascimento da 3° etapa do Projeto CicloPoiesis. A madrugada foi agitada, o sono veio e foi embora diversas vezes, mas o melhor foi acordar ouvindo a voz Da Lú a mulher que amo, minha lindinha. Depois me despedi do Vitão e da Illa, parceiros ciclopoieticos desde as origens, com certezas vocês estarão no meu coração, não na garupa e sim na primeira classe!!!
Thobias – 5 dias de confusão, mental, corporal... um estado de dormência. Só consegui focar a viagem. Tenho recebido só boas vibrações, de todos os amigos. Dormi bem, passei o dia nos retoques finais, resolvendo coisas pra casa, trabalho e a viagem.
Jú Mio, minha companheira, segurou a onda. Me deixou tranqüilo no aeroporto. A viagem começou. A despedida já estava em processo a algum tempo, só foi finalizar. Valeu a todos mesmo.
23h Peru – Fuso de 3 horas
Do despertar ao chão frio do aeroporto de Lima, continuo essa descrição que iniciei no conforto da casa de meus pais em São Paulo. No embarque em São Paulo correu tudo bem, a primeira negociação em relação ao pagamento da taxa de U$ 100,00 pela bicicleta foi bem sucedida, viva a integração entre os meios de transporte. Porém ao retirar a bike em Lima, me deparei com a caixa aberta e sinais claros de que ela já começou a ser testada...
Faço força para ficar acordado e aproveito para adiantar o trabalho com o vídeo e com essa descrição, obviamente. O trabalho vai ser árduo, é preciso organização e objetividade, um exercício muito interessante para quem se sente a vontade com a desorganização e a subjetividade, como se houvesse alguma relação de opostos entre essas quatro palavras. Vamos ao vídeo, já descarreguei os 3 primeiros gigas!
13/01/2010 – 3h da matina
Desmaiei! Acordei as 3h da manha para ir ao banheiro, logo senti os efeitos da altitude, náusea e tontura. Apenas ouvi um barulho e senti uma pancada na cabeça, acordei dentro do “Box” do banheiro sem saber o que estava acontecendo e com os sentidos muito fracos. PUNK! Eu sabia que as subidas e descidas dessa viagem seriam nosso maior desafio e o aviso veio rápido. Tomei o DIAMOX, um remédio utilizado por montanhistas para amenizar os efeitos da altitude, esse aumenta acidez do sangue e a pressão sanguínea, diminuindo as possibilidades de desmaios como esse. Vou descansar que a viagem está apenas começando...
Thobias – Digão, valeu. Tava no aeroporto, na parceria e em festa me esperando. A altitude se fazia mistura às 24 hs sem dormir, fome e cansaço. Pê valeu o apoio em Sampa. Viagem tranqüila, - Acordei com um estrondo no banheiro. Segundos depois aparece o Digão, Branco, desorientado, Porra Digão que susto. Mas nos serviu de alerta. Tudo bem resolvido. A altitude tá pegando.
14-15/01/2010
Embarcamos num trem para Aguas Calientes, cidade que fica ao pé de Macchu Pichu e chegamos nessa cidade turística, que apesar de ser cara é acolhedora. No dia seguinte visitamos as ruínas de Macchu Pichu, duas horas de caminhada subindo em direção ao lugar mais especial que conhecemos em todas nossas vidas. Estava chovendo um pouco, muitas nuvens e um frio de uns 10 graus, mas tudo isso não nos impediu de experimentar a magia Inca. Andamos livremente pelas ruínas, apreciando, contemplando e documentando, uma experiência que merece muito mais reflexão. Enfim, agora não podemos nos aprofundar muito nos detalhes, talvez nem devemos, pois nossas palavras certamente são efêmeras perto do esplendor de Macchu Pichu.
Agora começa o pedal!
PS.: Ro continue com Deus, não consigo conter as lagrimas, bjks Marcão
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