quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
Capa d'O Pasquim, nº 73
bjkas Marcão
Um povo sem memória...
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
Resenha, 5 de outubro
Passei por muitas atribulações, tristezas, mal entendidos, traíras, aprendizados, alguns momentos de felicidades, encontrei novos amigos e sobretudo por muito trabalho, pois, elaborei e distribui 18.000 santinhos da minha propaganda política, expedi mais de 5.000 e-mails e participei de mais de 40 comícios e passeatas.
Tivemos poucos votos, não nos elegemos, fico triste por Cotia, que não renovou, na Prefeitura e na Câmara Municipal. - Não volto a qualquer ato ou participação Política e no próximo domingo, se Deus assim o permitir, retorno ao futebol. Beijos a todos Marcão.
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
Debate entre Candidatos Mario Schemberg
Que Fazer! Marcos Marcão Ferrari:
A Notícia na Íntegra
Tumulto e falta de segurança inviabilizam debate político
Militantes se concentram na entrada da faculdade
Foto: Ligia Vargas
Era pra ser um dos momentos para entrar na história da cidade. Um marco da democracia.
Mas não foi. O debate entre os candidatos a prefeito de Cotia teve de ser cancelado depois de um grande tumulto e completa falta de segurança.
As mídias organizadoras lamentam profundamente o ocorrido e pedem desculpas pela não realização do evento.
Erramos.
Erramos em subestimar a quantidade de pessoas que participariam do debate, tendo em vista que a participação popular em atividades cívicas sempre foi muito rara na cidade.
Erramos em não acreditar no poder de organização das massas em prol de uma causa.
Erramos em primar pela democracia não restringindo ou limitando a participação do público no debate.
Erramos em acreditar no Secretário de Segurança de Cotia, senhor Nelson Bruno que se comprometeu com a segurança do evento e em meio a toda a confusão alegou que simplesmente não conseguia contato com os membros da Guarda Civil.
Erramos quando acreditamos que os candidatos fossem cumprir a regra de não levar 'torcida organizada' para o debate cuja única finalidade era ajudar o eleitor a fazer sua escolha. Mais uma vez ficou claro, que não podemos acreditar em políticos.
Erraram os candidatos ao não lembrarem suas equipes de cabos eleitorais que não estavam indo para um ringue e sim para um evento cívico e democrático.
Erraram as equipes que não tiveram a mínima civilidade, não souberam se comportar numa casa onde estavam como convidados e foram muito bem recebidos.
Tudo estava indo muito bem. Pela primeira vez as mídias locais se uniram na promoção de um evento cujo objetivo era contribuir com a democracia e com o papel social de informar e formar cidadãos.
A Direção da Faculdade Mario Schenberg de pronto ofereceu o espaço para sediar o evento. Organização e assessoria de candidatos se reuniram para acertar as regras que foram aceitas por todos. Entre elas, a solicitação de que cada um iria acompanhado de no máximo 10 pessoas. A Secretaria de Segurança Pública, na pessoa do secretário Nelson Bruno, se comprometeu em garantir a segurança do local com a Guarda Civil.
Quase 200 perguntas foram enviadas por e-mail aos 5 candidatos, o que nos deixou muito satisfeitos, afinal o público estava participando, interessado em conhecer as propostas de governos dos candidatos.
Na noite de terça-feira, quem passou pela Estrada do Espigão, rua da Faculdade Mario Schenberg, se deparou com um gigantesco congestionamento, típico de horário de pico, com o trânsito parando na Rodovia Raposo Tavares. Do lado de fora da escola, a cena era de final de um clássico de futebol no Morumbi. Só que, neste caso, não eram apenas duas torcidas, mas quatro equipes prontas para o que desse e viesse. Gritos, xingamentos, empurrões, tiraram o brilho do evento que não aconteceu mesmo com a presença de quatro, dos cinco candidatos convidados - Ailton Ferreira (PV), Carlão Camargo (PSDB), Mario Ribeiro (PSB) e Tagarela (PTB). Luiz Carlos Santos do Psol não compareceu (sendo também uma torcida organizada a menos).
O não comparecimento da Guarda Civil (que só chegou ao local quase duas horas depois, quando o tumulto já tomava conta do local, dificultou ainda mais as coisas. Apenas a segurança e os funcionários da Faculdade heroicamente tentavam acalmar os ânimos e preservar o local. De certo modo conseguiram.
A presença de espírito, liderança e o imenso poder de persuasão do delegado da Granja Viana Alexandre Palermo foi decisiva e importante para manter a ordem e a segurança do local. Aos poucos, as torcidas que já haviam deixado o auditório e se concentravam no Ginásio de Esportes foram deixando o local, muitos comemorando o feito, a vitória por ter impedido que o debate acontecesse. E assim, o cenário se desfez.
Perdemos.
Perderam os candidatos que não apresentaram suas propostas (se é que realmente queriam isso).
Perderam os eleitores que deixaram de conhecer um pouco mais os candidatos para no dia 5 de outubro fazer a melhor escolha.
Aprendemos.
Como tudo tem um ponto positivo o episódio deixou claro o poder de mobilização e de liderança de algumas pessoas e a força dos órgãos de comunicação, haja vista a quantidade de perguntas enviadas aos candidatos e hoje a quantidade cartas recebidas sobre o assunto.
Aprendemos que Cotia, uma das maiores cidades da Grande São Paulo, ainda não está preparada para viver uma democracia. Que estamos muito aquém de ser um povo civilizado. Aprendemos que ainda temos muito que aprender.
Leia as opiniões sobre o debate.
Leia Nota da Faculdade Mario Schenberg.
Comissão Organizadora
Cotiatododia
Jornal D´aqui
Site da Granja
Revista Circuito
Imprensa Rotarya
Jornal da Granja Viana
mais fotos...
Trânsito e congestionamento
Foto: Ligia Vargas
Ailton Ferreira, Tagarela e Mario Ribeiro chegaram no horário e aguardavam inicio do debate
Foto: Ligia Vargas
Público aguarda inicio do debate
Foto: Ligia Vargas
Carlão Camargo, foi o último a chegar no local
Foto: Ligia Vargas
Dr. Alexandre Palermo o "salvador da pátria"
Foto: Ligia Vargas
Cabos Eleitorais de Carlão Camargo
Foto: Ligia Vargas
24/9/2008
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sexta-feira, 19 de setembro de 2008
quinta-feira, 18 de setembro de 2008
Compromisso Mãos Limpas do Dr Ailton
Dr Ailton / Futuro Prefeito de Cotia
> > Marcos Marcão Ferrari
segunda-feira, 28 de abril de 2008
1 9 6 8 O Ano Que Não Acabou!
Quatro anos após o 31 de março 1964, sob o regime da ditadura militar, vivíamos insatisfeitos, apreensivos e preocupados, tinha-se de voltar ao regime civil, porem não sabíamos que o pior estava por chegar. Quando foi decretado o fechamento do Congresso e instituído –“oficializando”- o famigerado “AI-
Sinopse: “
Na música: Tropicália: Você está por fora, Caetano. Veja o programa do Roberto Carlos. Ele é que é forte. O resto está ficando um negócio chato, tão chato que prefiro cantar músicas antigas. Largue esse violão e cante com uma guitarra. O violão é muito pouco para você! Escolha um instrumento que tenha o mesmo grito, que tenha o seu gesto". A respeito do lançamento em Janeiro/68 do Álbum Tropicália.
De Maria Bethânia para seu irmão Caetano Veloso, ano de 1967 (CALADO, Carlos, Tropicália: A história de uma revolução musical, Editora 34). Citação encontrada na internet e obviamente de veracidade questionável. Não cabe a mim investigar nada e a preguiça também não colabora. Ficamos na dúvida por fim.
No Cinema: Terra em Transe: Convulsão, choque de partidos, de tendências políticas, de interesses econômicos, violentas disputas pelo poder é o que ocorre em Eldorado, país ou ilha tropical. Situei o filme aí porque me interessava o problema geral do transe latino-americano e não somente do brasileiro. Queria abrir o tema "transe", ou seja a instabilidade das consciências. É um momento de crise, é a consciência do barravavento – Glauber Rocha
Estundantes / Política: 2 "Maio de 1968". Estudantes se manifestam contra o "status quo". Barricadas são levantadas nas ruas e ocorrem confrontos com a polícia.
3 de Maio A Universidade de Paris (Sorbonne) é fechada pelas autoridades. A UNEF (Union nationale des étudiants de France) organiza passeatas que são dissolvidas com violência cada vez maior pela polícia.
10 de Maio A "noite das barricadas". Os estudantes ganham as simpatias de bancários, comerciantes, funcionários públicos, jornaleiros, professores e sindicalistas que aderem à causa estudantil. O protesto estudantil contra o autoritarismo e anacronismo das academias, com a adesão dos operários, transforma-se numa contestação política ao regime de Charles de Gaulle, então presidente francês.
26 de Junho - É realizada, na Av. Rio Branco, centro do Rio de Janeiro, a Passeata dos Cem Mil. Grande ato contra a ditadura militar, com participação de intelectuais, artistas e ativistas políticos, a passeata ocorreu em protesto contra recentes atos de repressão contra estudantes e reivindicava o fim da ditadura e a redemocratização do país. O evento não foi reprimido pelos policiais e foi viabilizado depois de muita negociação entre um grupo de intelectuais e artistas e os militares. Foi dedicada à memória do estudante Edson Luís, morto três meses antes.
3 Setembro: O jornalista e deputado federal Márcio Moreira Alves, do MDB carioca, faz discurso no congresso criticando a ditadura militar. Em dado momento, Márcio ironiza os militares, pedindo para as jovens moças evitarem dançar com cadetes. O discurso irrita os generais e Márcio é processado.
13 de outubro: Na rua Maria Antônia, na onde se situavam a Universidade Mackenzie e a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo é palco do conflito que ficou conhecido como a "batalha da Maria Antônia.
13 de dezembro: - O Presidente Costa e Silva decreta o AI-5 - Ato Institucional número 5, dando início ao período mais fechado e violento da ditadura militar no Brasil iniciada em 31 de Março de 1964. O ato, que durou dez anos, foi motivado pela recusa do Congresso Nacional em condenar o deputado Márcio Moreira Alves pelo discurso de setembro, que afrontou a ditadura. Abraços > Marcão.
