domingo, 20 de janeiro de 2013

Resenha, 20 de janeiro



Aos poucos os Boleiros vêm chegando pro futebol, alguns gozando de merecidas Férias e outros que ficaram com medo da chuva fina que tomou conta de Sampa, nestes últimos dias, apesar de tudo isso, foram formados 3 times, o destaque da rodada ficou por conta do Guerra, que marcou por mais de 8 vezes, e ainda mesmo, com a ajuda do Tonico, que bateu asas em uns 2 ou 3 gols.

Marcão, vc tem o cel do Guerra , por favor?

Mande pro Ad os gols de hj?/ ele já é o ultimo na estatística?? a não ser que fez algum hj contra os netinhos??

bjs DA


Bem lembrada a informação acima do artilheiro Dante, que marcou por 6 vezes, deixando os golzinhos do Ad pra trás, mas bem pra trás mesmo, de nada tem adiantado os gols marcados pelo Ad, nos jogos de Praia com o seu netinho, pois o mano Ulisses, chamou os decanos de lado e informou, como porta voz do também ausente Claudião, que os gols só serão validos após a homologação do Patrice.

E por falar no Patrice, hoje ele arrebentou, deu um lindo chapéu no filhote, e ainda, fez vários lançamentos certeiros pro Guerra, que marcou por várias vezes.

O primeiro jogo foi vencido pelos Laranjas, por 3 a 2 batendo os Azuis, em um jogo muito bem disputado, onde, os Azuis apesar de terem sidos derrotados jogaram também muita bola, o Guerra marcou 2 e o Basa 1, para os azuis foram 2 do Dante.

O Dante armou os times do primeiro jogo, mas de nada adiantou, pois, o Ulisses mudou tudinho, ficando assim a escalação dos times: Laranjas Ricardo no gol, Ulisses, Edvaldo e Basa na defesa e na frente o Alexandre, o Guerra e o Patrice. Achei que os azuis estavam mais fortes no papel: Tonico no gol, Stephan, Zé e Coelho na defesa, no ataque o trio de artilheiros: Marcão, Wagner e Dante.

No segundo jogo os laranjas venceram o time de verde que jogou com: Antonio, Renato, Marcio e Giba na defesa no ataque: Ricardo, Edinho -convidado- e Dante. Neste jogo o destaque ficou por conta do jovem Ricardo, que pretende ser novamente o melhor jogador mais jovem do ano.

Foram feitos mais jogos e todos com muitos gols, que já eliminou as chances do Ad, pois os seus gols já ficaram pra trás, tendo mais uns 4 ou 5 boleiros na frente dele. O Basa por várias vezes gritou que seria mais importante premiar quem arma as jogadas de gol com assistências.

Foram tantos os jogos que o Ulisses largou na saideira os uniformes pro Giba levar e trazer bem lavadinho e cheiroso, desta forma, deliciosa, o domingo de futebol se acabou. Sentimos as ausências do Valter, que ficou tabulando os eventos sociais durante a madrugada toda e se esqueceu de levantar, do Ledo que não informou o seu paredeiro, do Ad que da Praia ligou e foi "ovacionado" com um estridente "viaaaaaadoooooo" que fez os seus companheiros de Praia ficarem envergonhados do Marino e do Claudião, entre outros.... bjkas Marcão


Chorumelas / Insatisfações Românticas .... por favor não percam seu tempo lendo, destina-se somente aos Anais e registros, afinal o Netinho do Ad, mais tarde vai perceber como ele foi importante na velhice do Vovô.

Caro Marino,
Diante da ausência do nobre diretor que na ultima vez que conversei com ele , estava no teleférico do morro do alemão , reporto-me a você por ser um sujeito correto,

Li a resenha do dia 20 de janeiro , e espero que voce a tenha lido também. Nota-se com clareza que a resenha é completamente falsa. O numero de gols marcados pelo Guerra, Dante e Marcao , não é a realidade , nem tampouco a planilha de gols que foi apresentada em um dos e-mails que li.

Querem destruir a conquista dos meus oito (8) gols marcados , e conto com com você para barrar a entrada daqueles que mentem ,na quarta-feira nobre. Chamo a esta conversa o Valter , que também é um cara serio , e portanto, dirá a verdade sobre os gols apontados na resenha.

Já foi feito um boletim de ocorrência na delegacia de moema para apuração dos fatos .

Artilheiro até prova em contrario sou eu.

Quanto as confusões que tenho feito , nada a declarar. AD.


Me desculpe Boleiro Ad, as pessoas indicadas por vc gozam junto a nós de imensa credibilidade, entretanto, ocorre, como pode ser visto na referida Resenha, que ambos, -infelizmente- não puderam participar dos jogos de Domingo, não comparecendo, acho ainda, que o Renato Kamiha, salvo melhor juízo, é um dos que compareceram e certamente ficará Feliz em ser a sua Testemunha ocular chave no referido "BO" affaire ou então o Patrick.
PS: Boas Férias, aproveite bastante...


Senhor Doutor Causídico,
Como profundo conhecedor do Direito, sabe muito bem o senhor que FALSO TESTEMUNHO É CRIME, previsto no Artigo 342 do CP, alterado pela L-010.268.2001. Induzir os nobres colegas, íntegros, a cometer crime, publicamente, pois não se encontravam no local dos fatos, incorre em má conduta ética, o que implica em citação na Comissão de Ética da OAB. Chamar, ainda que indiretamente, seus pares de mentirosos, sem prova inconteste, é no mínimo, calunia e difamação.

POR ISSO, O SENHOR QUE SE AUTOINTITULA ETERNO ARTILHEIRO, HÁ QUE SER MAIS PREVIDENTE...  RENATO

Caro Ad
Já presenciei muitos casos polêmicos. Situações complicadas. Brigas entre marido e mulher. Corinthianos e palmeirenses, gregos e troianos, brasileiros e argentinos, cariocas e paulistas, árabes e judeus, ingleses e franceses e por ai vai, masssssssssssssss

uma situação polêmica, difícil e controversa como esta de artilheiros é incomparável, então estou encaminhando o tema ao STF, que será julgado entre os ministros Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski. Apenas os dois. Abraços Marino


Marcon,
Quem esse narciso de chuteiras pensa que é para fazer acusações assim caluniosas ??????
Proponho que uma sindicância seja aberta e que o primeiro artigo punitivo seja aplicado ...a perda dos gols já marcados no ano, liminarmente..... Patrick 


Patrick e Samurai Kamia,
Como parte interessada e decano, declaro liminar aceita, o Narciso perde os Gols, e ainda, vai ter que subsidiar, -novamente- um Churras Geral, e olhe lá...Parabéns Patrice pelas apresentações -show de bola e técnica- que os mais novos aprendam os fundamentos, passe, colocação e sobretudo leitura de jogo.


DECLARAÇÃO DE VOTO
SIGO O RELATOR PATRICE "PEUGEOT" E DECANO FERRARI

Prezados boleiros
Convocado que fui, subsidiariamente, a opinar sobre a questão da autenticidade na autoria dos gols marcados pelos nobres boleiros atribuída pelo Marcão em sua resenha semanal, tenho que dividir meus comentários sob dois aspectos: científico e religioso.

Sob o aspecto científico precisamos investigar melhor esse comportamento dos boleiros através da análise psicodinãmica no relacionamento entre os indivíduos. O modelo teórico psicodinâmico explica que os indivíduos têm motivações, expectativas e reações características que se expressam em padrões de relacionamento. Esses são decorrentes de experiências infantis com pessoas emocionalmente importantes para a criança e que se mantém relativamente constantes ao longo do desenvolvimento.

Com base nessas definições e teorias, para concluirmos quem está falando a verdade e quem está brincando teríamos que verificar as experiências infantis que mais influenciaram nossos nobres boleiros. Certamente alguns foram influenciados pelos programas de TV (Circo do Arrelia e Pimentinha; Olindo Topatudo (Walter Stuart): Oscarito e Grande Otelo; Mazaropi; Cantinflas; O Gordo e o Magro; Os 3 Patetas; Carlitos, etc.) enquanto outros devem ter sido influenciados por "Capitão 7" e por isso demonstram ar de justiceiros... E aqueles hoje mais ousados que foram influenciados pelo programa " O Céu é o limite" (Aurélio Campos e Jota Silvestre)? Há ainda os candidatos a celebridades que foram influenciados pelo programa "Clube dos Artistas" (Airton e Lolita Rodrigues)....

Sob o aspecto religioso, segundo o capítulo 22 do evangelho de Mateus Jesus teria dito: "Dai a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus"

Essa frase bíblica poderia resolver a questão, porém, pensando bem, acho que teríamos um problema mais sério ainda, afinal, como cada um se sentiria atingido nessa frase? Como César? ou como Deus?

Tentando pensar na verdade ou na mentira da resenha, surge a teoria daquele personagem hippie, o Patropi: "as vezes a mentira é melhor do que a verdade afinal você prefere uma loira falsa ou um traveco verdadeiro"? Nessa mesma linha do humorista filósofo citado e para dar a minha opinião final é o seguinte, quer dizer, eu também não sei, mas supondo que soubesse, eu diria, sei lá, entende!" abs Valter

ohoh! Valtão maravilha, quanta lembrança dos heróis/personagens citados, apesar "dique" Neto palhaço da Band, risos:  Ad a coisa tá ficando preta pro teu lado, acho melhor vc abdicar os seus gols e agendar logo, logo, o Churras, totalmente subsidiado, vai ser o Churras do Perdão, dai quem sabe poderemos alterar/validar os seus 8 golzinhos, alguns não...

Marcão,

Apenas citando os boleiros veteranos candidatos naturais a artilheiros, quero ressaltar que sou fã dos gols do Adelino, todos, ou em sua grande maioria, resultantes de muita habilidade (dificilmente veremos um gol comum do Adelino pois ele sempre se preocupa com a "plástica" da jogada!. Admiro ainda o oportunismo do Dante que exige uma atenção redobrada em sua marcação e basta um segundo de descuido e ele não perdoa, é rede!

O Wagner então é um verdadeiro inferno para os marcadores adversários jogando com rara inteligência e habilidade tanto na armação como conclusão das jogadas! e o Paulinho? Confesso que nos jogos em que tenho que enfrenta-lo retorno para casa com dor nas costas de tentar acompanhar os constantes gingados que ele faz de um lado para o outro quando está com a bola! E você? tiro o chapéu quando vejo algumas de suas jogadas que resultam de muita experiência, habilidade e, principalmente, malícia futebolística! Maravilha!

Falei dos artilheiros veteranos mas não posso deixar de ressaltar os armadores veteranos. O Patrice tem feito exibições belíssimas com passes de tanta precisão que certamente levariam a loucura os matemáticos Arquimedes e Pitágoras e todos os outros que tentassem calcular os passes milimétricos do francês! o Basílio nos presenteia com seu futebol elegante e eficaz nos lembrando alguns canhotinhas mestres da bola como Nilton Santos, Gerson e tantos outros...

Diante de tudo isso, já vou avisando: vou reativar as minhas investidas "voadoras", "rabo de arraia", "golpe do compasso", utilizando-me de recursos técnicos de capoeira, ressaltando ainda que já estou iniciando os treinamentos para aplicar, se necessário golpes de: 

"Muay Thai" (boxe tailandês com golpes violentos no joelho e canela), 

Krav Magá (técnica utilizada pelo BOPE no Rio de Janeiro). Sua técnica visa impedir que o ataque atinja o alvo e ao mesmo tempo simplifica e aumenta a força dos movimentos do contra-ataque. Racionaliza matematicamente os movimentos de ataque e defesa, utilizando a transferência de peso e a força de explosão; potencializando a ação independentemente da força física. O movimento do golpe funciona como uma mola contida que é liberada: a velocidade não vai aumentando durante o percurso, ele já sai com velocidade máxima. É a força de explosão. Os golpes visam a atingir pontos sensíveis do corpo, o que iguala qualquer adversário, independentemente de sua força física.
Abs Valter

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Músicas: Dire Straits Down to the Waterline



Só pra descontrair: “Dire Straits”

- Se apresentam em 1990 em um show com 120 mil fãs em um evento histórico, Com o auxílio do Centro de Terapia Nordoff-Robbins Music,  de musicoterapia para crianças deficientes e com a escola BRIT, de artes cênicas.

A música tem o poder mágico de nos transportar a lugares distantes, presentes e passados, a momentos agradáveis, é a nossa "Lembrança" viva, sempre marcada com sabores, com gostos, com cheiros e sobretudo com muito prazer.  " Quando se ouve uma boa musica fica a saudade de algo que nunca se teve e nunca se terá"... - Será  Verdade ?  bjkas Marcão








No final dos anos 70, o rock seguia basicamente duas tendências: havia o progressivo, super elaborado e pesado do Rush e do Yes e, em resposta, o punk: cru, também pesado e fadado ao esgotamento. Eis que em 1977, Mark Knopfler, um ex-jornalista e professor, juntamente com seu irmão David, que era assistente social e mais dois malucos: John Illsley e Pick Whiters, resolvem formar uma banda de rock, mas com uma proposta totalmente diferente do que estava na moda.

Um belo dia, quando a banda estava reunida, o baterista Pick Whiters, observando a precariedade dos equipamentos, roupas e condição financeira; resolveu rir da situação e falou que a banda, na verdade deveria se chamar “Dire Straits” (que em inglês é uma gíria usada para designar algo ou alguém em situação financeira muito ruim), o que vendo hoje é uma ironia, pois a banda foi uma das mais bem sucedidas da história da música e Mark Knopfler é um dos músicos mais ricos do planeta; todos riram na época e resolveram adotar esse novo nome.

Eric Patrick Clapton é um guitarrista, cantor e compositor britânico. Apelidado de Slowhand, foi considerado o segundo melhor guitarrista da história pela revista norte-americana Rolling Stone. 



quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Alexandre, Niver

Parabéns Alex vc tá mais experiente e pouquinho mais velho também bjkas Marcão

16 de janeiro



segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Resenha, 13 de janeiro



Depois de muita chuva na madrugada toda do sábado, o domingo amanheceu com sol, o campo apesar de estar escorregando bastante, não chegou a atrapalhar totalmente os jogos. Os times foram escolhidos pelo Claudião, que se apressou em começar o primeiro jogo, não dando tempo ao Ulisses de promover a sua costumeira alteração -pitaco- mexendo nos times.

No primeiro jogo os verdes e azuis se enfrentaram, os Verdes, que foram de: Giba no gol, Stephan, Antero e Nerildo na defesa, no ataque jogaram o Patrice, o Ad e o Zé, com um time bem postado na defesa e jogando muito na base dos contra ataques e que funcionou muito bem.

Quem tá se destacando e jogando muita bola é o Nerildo, forte candidato, inclusive, em desbancar o Zé no fair play. Parabéns.

Antes de o jogo começar, a choradeira “lambe lambe” foi grande, achando que o time de azul, formado pelos: xxxx, Walter, Claudião e Ledo, na defesa e no ataque: Vagner, Marcão e Edvaldo, estavam melhores.

Na verdade os Azuis, estavam muito bem mesmo, dando muito trabalho à defesa inimiga, chegando a abrirem em 2 gols de diferença, mas, que de nada adiantou, pois, a partida terminou com a vantagem para o time de Verde que venceram o jogo por 4 a 2.

No segundo jogo os Verdes venceram novamente e desta vez, o time de Laranja foi o perdedor, na verdade os Verdes foram os melhores da rodada. Nos laranjas, jogaram o Coelho, o Ulisses o Alexandre, o Marcio e o Basa, que acabou saindo por distensão na virilha.







Mais Timão...

Time Bom e Barato


foto: by Ledo


- A polêmica ficou por conta da ideia e a vontade em se premiar ao final do Ano, o jogador Artilheiro, nomeando aquele que somar mais gols, durante o período. Várias opiniões estão sendo emitidas, onde uma corrente contraria alega, que os “cabeçudos” que só pensam em chutar no gol, -mas, muito longe dele- com os conhecidos pombos sem asas –e sem rumo também- aumentem e muito. - Quem Viver verá!!!.

Particularmente acho, que o futebol pode, deve e precisa melhorar e em muito no jogo coletivo, aumentando a troca de passes e eliminando sobremaneira as jogadas dos “fominhas” de plantão, que não conseguem valorizar a posse e o domínio da bola, com a troca de passes, preferindo o jogo individual... -É uma pena. bjkas Marcão

PS: E por falar nisso: - Patrice aquele teu gol de "biquinho", - o gol da superação e da dor-, que fez a Comadre Rosane enrubescer de Felicidades, foi sem duvida alguma o mais bonito.

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quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Assunto: Cartas de Yokohama por Paulo André


Assunto: Cartas de Yokohama

     Marcos  texto maravilhoso!!!  Vivemos isso ...

Do susto ao ver o Chelsea passear contra o Monterrey a emoção sentida na palestra de Tite. Os dias que antecederam a maior conquista da história do Corinthians. NARRADOS PELO ZAGUEIRO CORINTIANO.

Vale a pena você ler.




 Por PAULO ANDRÉ



Foto: Fernando Roberto

QUINTA-FEIRA, 13/12, 18h

Chegamos ao hotel Sheraton, em Yokohama, e fomos direto a um espaço exclusivo, instalado no 4° andar, onde fizemos, a partir de então, todas as nossas refeições. A comida, que era preparada magistralmente pelo chef Jaime – cozinheiro oficial da CBF que nos acompanhou nessa viagem – já estava pronta e a Cris, nossa nutricionista, supervisionava todos os detalhes da mesa e fornecia comprimidos com suplementação específica para cada jogador.

Eu estava cansado porque não havia conseguido dormir bem na noite anterior, em Nagoia, depois do difícil segundo tempo contra os egípcios do Al-Ahly. Apesar do corpo destruído pelo cansaço, a cabeça estava a mil tentando achar soluções para os nossos problemas. Durante o jantar, fomos informados de que a saída para assistir ao jogo entre Chelsea e Monterrey era às 19h, e o grupo de atletas que queriam ir ao estádio era enorme. 

Seria uma forma de reconhecer o local, sair um pouco do hotel, ver os adversários com os próprios olhos. Tudo isso poderia ajudar em nossa preparação, mas, durante o jantar, o Martínez e o Guerrero, que dividiam a mesa comigo, me convenceram a ficar no hotel. Disseram que poderíamos conversar durante o jogo, tranquilos e sem passar frio. Eu estava curioso para ver o Chelsea, mas o cansaço de nossa partida contra o Al-Ahly e a viagem de trem que havíamos acabado de fazer pesaram. Resolvi ficar e, ao entrar no meu quarto e esticar o corpo em cima da cama, percebi que tinha feito a escolha certa. Olhei para o relógio, já eram 19h30 e eu nem tinha me mexido, ainda. Estava no meu quarto, sozinho, e resolvi ficar por ali mesmo.

Já nos primeiros minutos ficaram evidentes o domínio e a facilidade com que os ingleses comandavam a partida. Perdi o sono e comecei a prestar mais atenção na maneira como faziam aquilo. Para falar a verdade, comecei a ficar preocupado com o que estava por vir. Pela TV, parecia que eles estavam um nível acima do nosso, algo mais poderoso do que havíamos enfrentado até então.

Não conseguia entender por que os jogadores do Monterrey não agrediam a marcação, não eram agudos quando roubavam a bola, e, pior, perdiam todas as divididas. Quando levavam a bola para um dos lados do campo, não conseguiam trocar quatro passes sem que o Chelsea a roubasse novamente. O time inglês era compacto, forte e veloz e a impressão que eu tive foi a de que eles nem precisaram pisar fundo no acelerador para vencer a partida.

Assim que acabou o jogo, às 21h30 do horário local, eu capotei. Acordei às 7h30 do dia seguinte, curiosamente a minha melhor noite de sono desde a chegada ao Japão.

SEXTA-FEIRA, 14/12, 8h

Desci para o café e fui averiguar como foram as impressões de quem havia acompanhado o jogo in loco. “Estádio grande”; “o campo é um pouco maior que o anterior”; “não estava tão frio”; “um jogo bom”. Senti algo estranho no ar. As informações eram superficiais, ninguém falou que o time dos caras era bom ou que o jogo seria difícil. Parecia que ninguém queria assumir os sentimentos que aquele passeio dado pelo Chelsea resultou em nossa mente.

Só quando o Felipe, zagueiro e meu companheiro de quarto, acordou é que pude arrancar as reais impressões e reações daqueles que foram ao jogo. Em resumo, ele disse que ficou surpreso e assustado com a qualidade do nosso adversário na final. Exatamente como eu, pensei. Ninguém assumiu o medo e a insegurança gerados a partir dali, mas, no semblante, todos demonstravam preocupação.

No final da manhã, fui ao quarto do Bruno Mazzioti, fisioterapeuta, para o tratamento de manutenção dos meus joelhos. A “sala de fisioterapia” era um quarto normal no 11° andar. Naquele espaço havia duas camas, vários aparelhos e instrumentos de atendimento. Estirados sobre as camas estavam Douglas, com uma dor no adutor, e Fábio Santos, reclamando do músculo posterior da coxa. Sem opções, puxei uma cadeira, estiquei a perna por cima da cama e comecei a receber tratamento no tendão. De repente, o Fábio me olha e solta: “Nós vamos ganhar, Paulo?”.





Aquela pergunta trouxe à tona tudo o que eu havia visto e sentido pela TV. Eu tinha ficado impressionado com a qualidade do Chelsea e sabia que não era o único a ter tido aquelas impressões, mas estava numa posição delicada, perigosa. O que eu dissesse poderia mudar a cabeça de dois jogadores muito importantes na nossa equipe. Eu não podia ser indiferente, não podia dizer que sim ou que não. Precisava compartilhar o que eu estava sentindo e minha resposta deveria ser suficientemente verdadeira para convencer aqueles dois companheiros de que a luta valeria a pena na batalha que estava por vir. E então saiu: “Só ganharemos se tivermos coragem, Fábio. 

Coragem para assumir riscos, fazer passes quando a vontade é dar chutão e afastar o perigo. Não podemos deixá-los com a bola nos pés o tempo todo. Temos que cutucá-los com força, chegar à frente e, sem dúvida, pressioná-los no campo deles quando a vontade for ficar esperando, para não errar e abrir espaço. Se fizermos isso, formos pra cima, teremos grandes chances”.

“Então acho que vamos ganhar”, rebateu Fábio. Meio que sem querer, a conversa mudou de rumo e seguiu num tom ameno e divertido, sem o peso que estávamos carregando nos ombros. O Fábio relembrou a história do Edenílson, que em Nagoia, dias atrás, havia sido questionado pelo Guilherme Torres, que olhava atônito pela janela do quarto: “É neve, Edenílson?”. “Não, não, são pernilongos albinos”.

Na hora do almoço, fui informado de que daria, ao lado do Guerrero, a entrevista coletiva. Apesar de estar acostumado comas entrevistas, daquela vez foi diferente. Havia dezenas de câmeras e jornalistas do mundo inteiro. O ambiente estava uma loucura e eu sabia que minhas palavras poderiam repercutir no mundo todo.

Comecei falando de nossa vontade de vencer, dei algumas impressões sobre jogadores da equipe inglesa e como trabalharíamos isso na final. “Como parar o Chelsea?”, alguém perguntou. Não sei por que,mas veio à minha cabeça o jogo contra o Santos pela semifinal da Libertadores, quando conseguimos parar o Neymar. Segui essa linha de raciocínio porque era o que precisava ser feito para termos alguma chance na final. Só que para colocar a teoria em prática teríamos uma distância muito grande a percorrer.

No final da tarde, saímos para treinar. O clima continuava tenso. Fomos para uma sala, ao lado do campo, que foi usada como vestiário para que passássemos ataduras, pomadas e fizéssemos um aquecimento prévio. Antes, paramos para um cafezinho, enquanto a caixa de som do Sheik tentava dar um ar descontraído ao ambiente, que tinha Paulinho e Julio Cesar colocando apelidos nos mais novos, Romarinho e Guerrero atirando qualquer coisa que voasse na cabeça dos que estivessem por perto, e a velha guarda, Chicão, Alessandro e Danilo, esticando as juntas e iniciando o alongamento.

Surpreendendo a todos, Tite entrou e pediu para alinharmos as cadeiras em círculo, de forma que ele pudesse falar. Aquela seria a primeira vez que ele faria um discurso desde o jogo contra o Al-Ahly, havia dois dias. Ele começou dizendo que entendia como era difícil ter toda a responsabilidade do mundo sobre os ombros. 

Não analisou friamente o primeiro jogo, mas se colocou na nossa pele e entendeu o que nos fez recuar e permanecer acuados enquanto o time egípcio trocava passes em frente à nossa defesa. Em vez de “dar uma dura”, ele estava do nosso lado, mostrando-se compreensivo e, principalmente, um leitor perfeito dos nossos sentimentos naquele jogo. Então ele se aproximou de nós, repetindo que também sentiu pressão, demonstrando que ele também é humano, passível do peso da responsabilidade, o que nos fez muito bem. De repente, ele parou. Aumentou a respiração, chegou a ficar ofegante. Mudou as feições. Sua pele começou a enrubescer.

Lentamente, ele olhou no olho da cada um. Girou o corpo até dar a volta completa e gritou: “Vocês vão olhar no olho dos caras, vocês vão dentro deles”. Seus olhos começaram a marejar. Naquele momento, a emoção tomou conta da sala e a vontade era de que o jogo começasse ali. Estávamos prontos para a guerra. Eu não sei como, mas as dúvidas se transformaram em certezas, o frio na barriga se transformou em coragem e uma sensação de conforto me invadiu. Ele dizia, no gauchês: “Nós vamos a morrer, até o fim. 

Não vamos parar, não vamos desistir. Eu quero e trabalhei a vida inteira para chegar aqui, alcançar o meu sonho, disputar essa final. Nós não vamos fazer como o outro time. Nós não vamos demorar 50 minutos para dar uma chegada em alguém. Eu não quero saber quem está do outro lado, eu quero competição, com lealdade, mas vamos dentro dos caras. Só precisamos repetir tudo aquilo que nos trouxe até aqui. Da mesma forma. Não vamos mudar nada, vamos jogar muito e vamos merecer vencer. Ao trabalho”, disse, apontando para o campo e terminando sua palestra.

SÁBADO, 15/12, 12h

Durante o almoço, o Fabio Carille, auxiliar do Tite, passou de mesa em mesa procurando os seis jogadores que compunham o sistema defensivo. Alessandro, Chicão, eu, Fabio Santos, Ralf e Paulinho fomos convidados para uma reunião que aconteceria dali 15 minutos. Nosso encontro foi, mais uma vez, no quarto da fisioterapia. Como quadro-negro em forma de campo e uma caneta esferográfica na mão, Tite começou: “Eu quero informar vocês que já conversei com o Douglas e quem vai jogar no lugar dele será o Jorge Henrique.

Nós precisamos de mais velocidade nas beiradas, precisamos acelerar tanto a transição defensiva para ofensiva como a transição ofensiva/defensiva. O Jorge vai fazer a função que fez contra o Santos, na semifinal da Libertadores. (Nessa hora, pensei: Foi tudo o que falei para a imprensa ontem. Sem querer, entreguei o ouro para o bandido. Será que o Tite está bravo comigo?) Ele vai bloquear o lado esquerdo do adversário, auxiliando o Alessandro na marcação do Hazard e do Ashley Cole”.

E prosseguiu: “Se eles vierem com Ramires, Mikel, Hazard, Mata, Oscar e Torres, acontecerá o seguinte: nossas duas válvulas de escape serão Paulinho e Fábio Santos. Por quê? Porque o Mata não fica enfiado na ponta direita, ou seja, teremos que fazer a bola chegar rápido naquele setor para conseguirmos triangular e sair. Se fecharem aquele espaço, o Paulinho vem buscar a bola entre os zagueiros e vai conduzi-la. Pode se mandar, Paulo, eles não vão te acompanhar. Caso contrário, Paulo André e Chicão têm a opção do fundo, com Sheik e Jorge Henrique”.

E foi assim, sentados na cama do quarto, que definimos a tática que seria usada na grande final. Naquela noite, apesar da ansiedade, recebemos um brasileiro, amigo do Felipe, que mora há muito tempo no Japão e vende produtos eletrônicos desbloqueados. Ele foi ao nosso andar no hotel e o corredor virou um espaço para negócios. Jogadores, integrantes da comissão, rouparia e cozinha testavam aparelhos, faziam contas e compravam iPhones, iPads e máquinas fotográficas de todos os tipos.

Fui para o quarto. Estava sem sono e resolvi arrumar a mala. Minha logística era mais complicada, porque eu mandaria algumas coisas de volta para o Brasil pelos companheiros e a outra parte seguiria comigo nas férias, nos Estados Unidos. Enquanto organizava as coisas, percebi que minhas mãos tremiam, não tinham firmeza para manusear as roupas. Não era o frio, mas sim ansiedade e tensão às vésperas do momento mais importante da minha vida. 

Quando percebi aquilo, sorri. A maturidade me permitiu perceber e aproveitar cada segundo daquela caminhada rumo ao dia D. Senti-me realizado por viver um momento como esse, mesmo que repleto de inseguranças e incertezas, porque estava confiante de que essa preocupação exacerbada não me deixaria falhar. Eu estaria atento demais para cometer um erro bobo, afinal, batalhei por 15 anos da minha vida sonhando disputar uma final como essa. As mãos foram se aquietando e fui relembrando toda a trajetória desse time.

As agruras do Campeonato Brasileiro de 2011, com seus momentos trágicos e mágicos; a construção do título da Libertadores, do qual não pude participar; e, agora, um Mundial que estava tão perto e tão longe ao mesmo tempo. O bendito fuso horário finalmente serviu para alguma coisa. Quase que imediatamente após deitar, capotei.

DOMINGO, 16/12,

DIA DA FINAL, 11h40

Descemos para a última reunião do ano. Como de praxe, o primeiro slide da apresentação já estava disponível no telão: “Se você está percorrendo o caminho dos seus sonhos, comprometa-se com ele. Assuma o seu caminho de vitória. Enfrente-o com CORAGEM”. Em voz alta, o Tite leu essas palavras e iniciou seu discurso de motivação. Logo em seguida, passou três ou quatro vídeos curtos com os princípios de jogo e as estratégias que ele jamais nos deixa esquecer – em sua maioria, são nossos próprios exemplos de atitude e estratégia retirados de jogos importantes que fizemos durante todo o ano.

Ele sempre bate na tecla de que foram esses esforços que nos conduziram por caminhos de sucesso nos últimos dois anos. Já vimos centenas de vezes os mais de 30 exemplos que ele nos dá, e ele sabe como ninguém evidenciar aquilo que é mais importante e que precisa ser enfatizado. Em seguida, assistimos aos curtos vídeos sobre o Chelsea, onde vimos pontos fortes e fracos. Novamente, pensei comigo mesmo, uma ação cirúrgica da comissão técnica, que conseguiu produzir um material encorajador, por conta da quantidade de falhas que encontramos na equipe inglesa.

Nos pontos fracos vimos uma equipe com grande dificuldade na transição defensiva quando sua primeira linha de marcação era ultrapassada. Pelo menos era o que mostrava a maioria dos gols sofridos por eles na Liga dos Campeões e no Campeonato Inglês.

Inconscientemente, ganhamos confiança, sentimos que eles eram de carne e osso. Tite não terminava a palestra e repetia coisas que já havia dito, não para reiterar, mas para espantar seu próprio nervosismo e certificar-se de que havia nos passado tudo. “Frio na barriga”, confessou, quando percebeu o que estava acontecendo.

Por fim, ele nos entregou uma matéria que saíra no site da Fifa naquela manhã, falando sobre a multiplicação do time em campo, a disposição e a solidariedade com que aquela equipe jogava desde a Copa Libertadores. A tarde foi sem fim. A hora não passava. O sono não aparecia e o frio na barriga aumentava.

DOMINGO, 16/12,

SAÍDA PARA O ESTÁDIO, 17h

Finalmente, estávamos todos sentados e posicionados no ônibus que nos levaria ao estádio. Tite chamou o Alessandro, que saiu do penúltimo banco à esquerda e foi ao encontro do treinador. Conversaram baixinho. Alguns segundos depois, desceram as TVs do ônibus e um vídeo começou a ser transmitido. Era mais uma produção da comissão, com a participação de nossos familiares. Cada um dos 23 jogadores estava sendo representado por alguém – mãe, pai, filhos, irmã ou irmão. Até a mãe do Guerrero e o pai do Martínez haviam sido gravados pelo Skype.

Tudo muito emocionante, até que um dos pais começou a chorar, dizendo que o filho merecia estar ali, que era um exemplo e que voltaria campeão do mundo. Ninguém se moveu, todos evitaram olhar para o lado. Não era hora de chorar! A garganta segurou o choro, os olhos se encheram de lágrimas, a vontade de representar nossos familiares aumentou. O corpo todo estava arrepiado quando o vídeo acabou. Uma salva de palmas trouxe a normalidade ao ambiente enquanto uns olhavam de um lado para o outro para ver o tamanho do “estrago” feito por aquela surpresa.

Ficou claro que o Tite queria saber a opinião do nosso capitão Alessandro com relação à apresentação, ou não, do vídeo. Emocionar demais os atletas seria bom ou ruim? Foi na medida certa, estávamos prontos para o jogo.

Ao chegarmos ao vestiário, cada um encontrou seu material e a camisa de jogo pendurada no cabide. Eu sentei no meu box, respirei fundo e percebi que não tinha mais para onde correr. Na minha frente estava a maca na qual os enfermeiros e fisioterapeutas trabalhavam em ritmo acelerado. Uma fila se formou naquele lugar.

Cássio foi o primeiro, depois o Chicão, Alessandro e Guerrero. Quatro injeções em menos de três minutos. Lembrei-me das inúmeras injeções que tomei nos últimos anos, a maioria delas para conseguir passar aqueles 90 minutos sem dor. Não precisei disso desta vez, mas estava atento e solidário porque sabia exatamente o tamanho do sofrimento e da dificuldade de cada um deles. Mas uma coisa me chamou a atenção: Cássio saiu de uma maca e foi para outra para que o Bruno Mazziotti mobilizasse seu ombro.

Algo que já o vinha incomodando há meses e que, às vezes, ele dizia impedi-lo de levantar o próprio braço. Como eu me lembro de tudo isso? Ainda faltavam 30 minutos para o aquecimento e eu não tinha o que fazer ali dentro. Peguei meu celular e comecei a escrever tudo que estava acontecendo. Foi algo especial que me fez observar o Cássio naquela noite. Sua expressão de dor era nítida, mas tinha um olhar profundo, como quem estava concentrado, visualizando o que estava por vir – se bem que, talvez, nem em seus melhores sonhos ele imaginasse que iria apresentar tamanha perfeição muito em breve.

No corredor, aguardando o comissário da Fifa que autoriza a entrada das duas equipes no campo, perfilamos ao lado do time inglês. O Ivanovic, um defensor alto e muito forte, começou a bater no peito como se estivesse pronto para a briga. Confesso não ter me impressionado, mas gostei da tentativa. Ao subir a escadaria que nos levou até o campo, senti uma alegria indescritível. O som do estádio aumentou e a nossa torcida fez uma verdadeira festa, dominando a cena no Yokohama Stadium.

O juiz deu início à partida e, dali para frente, eu pouco consigo lembrar. As imagens devem falar muito mais do que eu poderia escrever. De qualquer forma, quando saímos para o intervalo e caminhamos até o vestiário, o encorajamento e a confiança tinham tomado conta do grupo. Sentamos no chão à espera do Tite, que, antes de passar as instruções, tem o costume de se reunir com três ou quatro membros da comissão para definir o que será passado, em termos de mudança, a nós, jogadores.

Enquanto ele não aparecia, individualmente alguns jogadores tomaram a palavra. Alessandro disse que estava ótimo e, se continuássemos assim, ganharíamos. Paulinho repetiu, cobrando ainda mais intensidade. Eu pedi calma, pois teríamos mais espaços para jogar e, se mantivéssemos a marcação, teríamos a bola do jogo nas nossas mãos. E assim foi, de boca em boca, que a confiança explodiu em nossos corações. Após o jogo, eu cheguei à conclusão de que, enquanto chegávamos ao vestiário pensando: “Caramba, dá pra ganhar”, o Chelsea foi para o intervalo pensando: “Caramba, dá pra perder”

E o que se viu no segundo tempo foi exatamente isso. O gol do Guerrero veio coroar um segundo tempo magistral que fizemos. Fábio Santos e Danilo tabelavam pela esquerda como se estivessem na rua de casa. Paulinho se soltou mais e encontrou um buraco no meio-campo inglês. Jorge Henrique estava extenuado e, mesmo assim, não desistiu de nenhum lance. 

Nós, da defesa, mantivemos a coragem e seguramos a linha de quatro o mais alto possível. Enquanto Alessandro barrava o melhor jogador da equipe londrina, Cássio fazia seus milagres no estádio de Yokohama. Emerson Sheik aproveitou sua malandragem para expulsar o zagueiro adversário e o Ralf corria três vezes mais que qualquer um de nós. Depois, Wallace entrou para segurar a bola aérea e o guerreiro Paolo deu lugar para Martínez.

Quando o juiz decretou o fim do jogo, só consegui dizer: “Campeão do Mundo, Campeão do Mundo, Campeão do Mundo!” A cabeça percorreu o estádio, pensou em cada corintiano que atravessou os continentes e estava ali testemunhando aquela noite inesquecível. Procurei meu pai e meu irmão por duas voltas olímpicas, mas não os encontrei. Só abraçaria os dois loucos lá de casa no dia seguinte, no café da manhã. Dei algumas entrevistas. O sorriso não saía do rosto.

.
Voltamos ao hotel. Tomamos champanhe, cerveja, refrigerante e comemos, pela primeira vez em 15 dias no Japão, a verdadeira comida japonesa, com sushi e sashimi à vontade. Depois da celebração com toda a comissão e funcionários, subimos aos quartos para arrumar as malas. Fábio Santos, Douglas, Sheik, William Arão, Bruno Mazzioti, Edu Gaspar (gerente de futebol), Cleber (auxiliar do Tite), Duílio Monteiro Alves (diretor-adjunto de futebol), Roberto Andrade (diretor de futebol) e eu sentamos no chão do corredor do hotel e, como bons amigos de uma jornada incrível, começamos a conversar sobre toda a nossa caminhada até ali. Outros jogadores foram se aconchegando e o papo não teve fim. 

Ficamos até as 6h da manhã dividindo histórias e rindo da vida. Lembranças, amigos e sentimentos que jamais deixarão o meu coração e a minha mente. Somos campeões do mundo! Mas esse mesmo coração já começa a vislumbrar 2013 e quer voltar a bater acelerado com novas conquistas e grandes histórias. Quem sabe não voltarei aqui para contá-las?

Emocionante...

domingo, 6 de janeiro de 2013

Resenha, 6 de janeiro

Fotos by Ledo...



Diretamente e ainda em Floripa, estou postando com grande prazer as fotos do primeiro jogo do Ano de 2013, pela alegria estampada no rosto dos Boleiros entendo que o Ano promete ser muito bom, com muitos Gols e as clássicas jogadas de sempre.

Fico Feliz em ver o retorno do Marino e com a devida Gala, em homenagem ao Timão, Campeão do Mundo em Tokio.

Marino, Wagner, Antero, Renato, Ad e Tonico, dignos representantes da Nação Corinthiana





Grande Artilheiro Marcão,

Apenas uma breve resenha de 6/01/2013:

Espero que você esteja aproveitando bem as férias na linda Santa Catarina, porque você acabou perdendo um excelente domingo de futebol da melhor qualidade, com 4 equipes formadas, num campo com grama muito bem aparadinha, que até parecia um careca com os para-lamas de cabelos bem cortados por um barbeiro!

O jardineiro é bom, fazendo lembrar o Seo, -João.Pra  falar a "verrdade" (Neto falando), Não sei dizer quantos jogos foram disputados, mas passou da conta e foram os 4 times equilibrados com várias belas jogadas e gols de classe. Houve muitas jogadas bem disputadas mas sem violência.

Os destaques ficam para o Ledo que marcou o primeiro gol do ano de 2013, com um belo chute, já característico (quando ele acerta). Um pombo sem asa, sem chance de defesa para o grande Tonico!

Para o Patrice que jogou todos os jogos, muito bem, marcando belos gols!(Acho que a presença de uma torcedora especial, D.Rosane inspirou o francês);

Para o Stephan que voltou jogando muito bem ! Para o Coelho que marcou um golaço ! E para todos os boleiros que se divertiram, fazendo aquilo que mais gostam de uma forma alegre e descontraída, sem deixar a disputa de lado !

Mas o grande destaque mesmo aconteceu antes do inicio dos jogos, quando os Fiéis Corinthianos do grupo hoje presentes, Ad, Antero, Marino, Renato, Wagner e Tonico e até o Basa que está se convertendo e vivendo mais alegre, comemoraram com bandeira e faixa,a conquista do Bicampeonato Mundial!

Você fez falta Marcão. Volte logo !


Abraços, Marino.







Basa a nova Adesão do Timão    Comemorando ...








Marcão, com um chute indefensável do meio do campo, fiz o primeiro gol da temporada, e depois com um cruzamento milimétrico na cabeça do Stephan o segundo. Nosso time ganhou todas, com João (gol). Ledo, Stephan, Antero (zaga) Dante e Ricardo e Paulinho na frente. abs Ledo.







Dante de "cuidadosamentre" armando os Times, sob as vistas acuradas do Antero.

obs: Os dois por coincidência cairam, foram escolhidos no mesmo Time.

é a tal história: -Quem parte e reparte, etc e etc, risos... "burro ai não tem"












Basa, o ganhador do Premio revelação de 2012, com muita Felicidade abre o presente que simboliza o Premio Valter Gonçalves.








Zé o merecido ganhador do Premio Belfort Duarte, referente ao jogador com mais Fair play. 



Ricardo recebendo o Premio de melhor jogador do Ano na Categoria "mais Jovem" dos Boleiros










sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Aniversário dos Boleiros











                         Parabéns aos Boleiros
















Marcio     Dia      31 de Dezembro





 

Giba    Dia  3 de janeiro






Márcio e Giba (por ordem de beleza, rssss)
Márcio, parabéns pelo seu niver, com um pouco de atraso,
desejo muitas felicidades e bastante saude porque além
de sua filha e da esposa, você terá que cuidar também do Basa...

Gauchão Giba de velhas batalhas, parabéns pelo seu niver.
pela casa nova do seu Grêmio, muita saude e felicidades !
De presente estou te enviando um video de mais de 10 anos
atrás, que não sei se você irá se reconhecer, mas com certeza
irá se emocionar. Parabéns !


Um forte abraço aos dois aniversariantes !
Marino


Grandes Boleiros,
Marcio e Giba vcs estão mais velhos e muito mais experientes Parabéns por mais um aniversário, diretamente de Floripa sintam-se abraçados, bjkas Marcão

Valeu !!!
Abraços a todos e Feliz Ano Novo ! Marcio


Carissimos aniversariantes Marcio e Giba ,
A saída e entrada do ano , eu disse ano , por favor, prejudicou os cumprimentos de minha parte . Aos dois desejo muitas felicidades e prometo ao Gauchão que no próximo encontro , farei a saudação habitual por mais tempo. Ao Marcio desejo mais atenção às jogadas do Pai .
Beijos e saúde aos dois.
AD

Amigo AD,
Obrigado pela lembrança!!!
É muito bom pertencer a este seleto grupo!

Marcio,
Parabéns, pelo seu aniversário! Fico contente de saber que agora tenho três pessoas, que conheço, na mesma data, você, Sandra ( esposa do Antero) e Eu.
Até dia 13/01/13, para nós encontrarmos.
Abraço
Gilberto

.........e até os 15 anos o Marcio pensava que os rojões fossem prá ele.....puta abraço aos dois grandes boleiros...... Patrice


Parabéns, Gilberto e Marcio. Saúde, paz, amor ... O resto vcs tiram de letra.
Ledo



Edvaldo Dia   6 de janeiro


Stephan     Dia 11 de janeiro


Alexandre         Dia     16 de janeiro



domingo, 30 de dezembro de 2012

Slackline em Floripa


Artilheiros Ad e Dante me desculpem estou, -agora- em outra modalidade de Esporte -mais ou menos- radical, bjkas Marcão



terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Valter Niver 26 de dezembro

 Parabéns,Valter Niver 26 de dezembro,  Marcão


Grande Valter, Hoje é dia de festa! O Valtão faz anos ! Cada dia que passa ele fica mais.. experiente ! Valtão, parabéns pelo seu niver, muita saúde, futebol, paz e harmonia familiar! Você é aquele cara "ponta firme", com quem todos seus amigos podem contar sempre! É possuidor de "a beautiful mind" sempre inquieta e brilhante! No futebol, que é a nossa praia, já é um "hors concours" apesar dos joelhos reclamarem muitas vezes, o que torna seu valor técnico, maior ainda ! Um nobre craque, das quartas-nobres! Como ninguém é perfeito ... Oh tricolor !!!
Parabéns e um forte abraço, Marino






sábado, 22 de dezembro de 2012

Feliz Natal e Próspero Ano Novo 2013


Feliz Natal e Próspero Ano Novo 2013

bjkas Marcão




Boleiros,

Nós Corinthianos, felizes da vida, só temos que agradecer ao Papai-Noel por tudo que recebemos
em 2012 :

Copa São Paulo (Invicto)

Libertadores (Invicto)

Mundial (Invicto)

24 gols a favor e 4 contra.

Então, gostaríamos de desejar a todos os amigos que sintam-se felizes também, porque futebol não é tudo
na vida.

Há tantas coisas mais importantes como a saúde, a família, os amigos, dinheirinho no bolso também não faz mal a ninguém, harmonia e paz familiar ! Desejamos de coração, que todos recebam estas bençãos e também muitos presentes do Papai -Noel !

Abraços, Marino

Boleiros,
Mais um ano se finda e a essência do nosso grupo se cristaliza cada vez mais, nosso futebol dominical e as confraternizações nos deixam mais próximos do que é fundamental p/ longevidade de um grupo de amigos: respeito as diferenças e amizades sinceras, pois sem isso seria impossível o convívio por tantos e tantos anos, assim acredito que todos nós somos vitoriosos, afinal o respeito e a harmonia sempre estiveram presentes ao longo dos anos e isso é mérito de todos.

Reflexões são produtivas, quando nos levam a aprender com nossos erros e nos permitem comemorar e partilhar nossas alegrias e conquistas c/ quem gostamos, e eu particularmente me sinto honrado e feliz em poder conviver c/ pessoas como todos vcs.

Desejo a todos vcs e familiares um feliz natal e ótimo 2013, repleto de saúde e realizações.

José Guerra


QUERIDOS AMIGOS BOLEIROS !!!
Desejo a todos vocês um Feliz Natal e um Novo Ano repleto de Saúde, Paz, Amor, Sucesso, e muitas realizações. Que Deus o abençoe sempre e a todos os seus também. São nossos sinceros votos!
Atenciosamente,
Alexandre e Família !!

Grande Claudio e Companheiros,

Após os acontecimentos deste ano , posso considerar que o “este”mundo acabou ! Com a chegada de 2013, espero que renovem as esperanças de um mundo melhor e que consiga conviver mais com vocês e praticar nosso futebol aos domingos ! Boas Festas a todos e seus familiares, Feliz Natal e Próspero 2013 com Saúde e Prosperidade !!!
Abs,
Genaro


Uma pequena reflexão, do magnífico "Mario Quintana" e..... SEJA FELIZ

'A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê, perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê, já passaram-se 50 anos!
Agora é tarde demais para se reprovado.
Se me fosse dado, um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando, pelo caminho, a casca dourada e inútil das horas.
Desta forma, eu digo:
Não deixe de fazer algo que gosta, devido à falta de tempo,
pois a única falta que terá,
será desse tempo que infelizmente não voltará mais.'

Mário Quintana

                    
 FELIZ 2013




  Ledo



Que vc tenha um dia Natal maravilhoso e de muitas alegrias. Nerildo e família
















CONTO DE NATAL de 2012 by Valter




Prezados boleiros:

Seguindo uma pratica que já vem se tornando uma tradição no meu relacionamento com o grupo estou lhes encaminhando o CONTO DE NATAL de 2012.

Completei nesses últimos meses apenas 3 anos de filiação ao grupo, porém me sinto como um participante há mais tempo devido ao carinho e receptividade comigo demonstradas por todos vocês desde o primeiro dia.

Esse carinho e receptividade me autorizam a ter alguma liberdade para brincar com todos sempre procurando fazê-lo de forma respeitosa e nesse espírito é que preparei o texto abaixo.

Feliz 2013 à todos vocês!



Valter







DIÁLOGO DAS CHUTEIRAS E BOLAS NOS JOGOS DOS BOLEIROS...



Retribuindo, modéstia à parte, o meu bom comportamento pessoal durante o ano e percebendo a minha paixão pelo futebol, fui agraciado por DEUS. Se eu não revelasse, vocês nunca imaginariam qual foi essa graça recebida.

Para evitar a curiosidade que poderia ocorrer vou logo contando o milagre: Passei a entender o som advindo das chuteiras e das bolas que utilizamos aos domingos em nossos jogos de futebol e vocês não podem imaginar como esse poder interfere no correto entendimento do que acontece em nossos jogos...

Nos primeiros dias que pude utilizar esse dom achei que era algo realmente fantástico, porém depois de ver o Corinthians campeão do mundo no mesmo ano em que o Palmeiras foi rebaixado para a 2ª divisão; um time argentino apanhar na porrada no Morumbi e não voltar para o 2º tempo de uma partida de futebol; e ter visto pelas imagens da TV torcedores corinthianos no Japão guardando restos de lixo em saquinhos mantidos em seus bolsos para descartá-los em lixeiras públicas apropriadas eu cheguei a conclusão que o meu dom recebido não era tão inimaginável como parecia...




Nooooossa....De quem será esta?

Convicto de que a revelação de algumas conversas entre as bolas e chuteiras que utilizamos todos os domingos em nossos jogos de futebol servirá para esclarecer alguns aspectos desconhecidos e confirmar outros já conhecidos porém até então, carentes de provas concretas resolvi revelar o conteúdo dessas conversas tentando ser discreto o máximo possível.

As primeiras experiências que vivi com esse novo dom envolveram as minhas próprias chuteiras. Num desses domingos quando me aproximei do saco de bolas que acabara de ser colocado num canto perto das traves ouvi uma das minhas chuteiras (acho que era o pé direito) dizer: -“Bom dia bolas! Tudo bem com vocês?”

Quase todas bolas que estavam dentro do saco responderam em conjunto ao cumprimento: - “Bom dia!”, mas, uma delas retrucou: - “Bom dia o cacete! Vocês duas (referia-se aos pés direito e esquerda das minhas chuteiras) são umas estraga prazeres de todas nós bolas que todos os domingos somos trazidas para cá para algumas horas de prazer”.

Nesse momento o pé-direito de minha chuteira (chuteira líder) indagou: - “Como assim? O que fizemos ou fazemos para estragar o prazer de vocês?”




A bola rebelde não perdeu a oportunidade: - “Ora, somos bolas e gostamos de ser tratadas com carinho. O nosso sonho é ser lançada contra as redes e depois receber aquele abraço e beijos dos artilheiros. Sonhamos em cair nos pés do ADELINO, WAGNER, MARCÃO, DANTE dentre outros....Vocês duas não são assim, pois sempre que estamos planejando ir para as redes vocês por muitas vezes nos jogam para escanteio deixando-nos frustradas”...

E continuei escutando o dialogo das bolas com as minhas chuteiras:

Ainda aquela bola rebelde se dirigindo as minhas chuteiras: - “Desculpe o nosso desabafo, mas nossa chateação atinge um ponto crítico quando a partida vai começar. Nos aqui dentro do saco concorremos para ser a bola escolhida para o jogo e essa nossa exibição para ser a escolhida já é vista no bate-bola e no aquecimento quando ficamos quicando alegre e elegantemente de um lado para outro mesmo que o boleiro nos toque de canela...Pensa que é fácil?”

E prosseguiu -“Num desses últimos domingos eu estava posicionada no centro do campo como a bola do jogo que estava para começar. Como sou bola nova, estava com os meus gomos todos adequadamente coloridos e estufadinhos, apenas um pouco durinhos pois ainda não estavam muito usados e, principalmente, sem quaisquer estrias ou varizes, quer dizer, cortes ou arranhões porem alguns boleiros mais velhos que estavam ao meu redor de repente começaram a falar –“Esta bola aqui não está boa! Troque a bola! Aquela bola mais velha ali no canto está melhor!”


Minhas chuteiras que estavam ouvindo o desabafo da bola rebelde, provocou: - “Você está se queixando dos mais velhos?”

A bola rebelde respondeu: - “Não. Eles sabem tratar uma bola com carinho, porém tenho uma reclamação contra eles: quando eles vão para o canto do campo mijar e respingam a urina nas chuteiras temos que ficar atentas, pois a urina por vezes está contaminada com aqueles medicamentos para disfunção erétil e aí as chuteiras ficam doidinhas para nos pegar de jeito”....


No meio desses desabafos da bola rebelde, uma outra bola resolve participar da conversa também: -“Espera aí! Não vamos esculhambar com os mais velhos não! Eles é quem sabem nos tratar com mais carinho! Tudo bem, ser rejeitada no inicio da partida é motivo de depressão para nós, porém o pior é quando somos lançadas na casa dos vizinhos, na rua fora do parque e corremos o risco de lá permanecermos temporária ou definitivamente.

Corremos risco de vida!” e emendou: -“Sobre esse assunto eu não poderia deixar de registrar o carinho que recebi do DANTE! Depois que ele me deu um chutão me lançando para fora da quadra e fui cair na casa do vizinho o DANTE foi atrás de mim após o jogo e como não havia ninguém na casa ele voltou no dia seguinte para me buscar....Foi emocionante ser abraçada pelo DANTE! Sofri muito ter ficado domingo a tarde e parte da 2ª feira sozinha, mas quando vi o DANTE no portão da casa me pedindo de volta eu não contive as lágrimas e comecei a chorar de alegria... narrou a bola cuja voz já se percebia bastante emocionada....: - O DANTE conhece bem o que é ser uma bola...arrematou.



Enquanto escutava essas palavras emocionadas da bola que ficou perdida na casa do vizinho por um dia notei que estava passando o JOÃO com as suas chuteiras devidamente calçadas e amarradas e também foi possível ouvir o diálogo entre o pé direito e o esquerdo das chuteiras do JOÃO; - “Temos que fazer as pazes... vamos parar com esse negocio de você querer ir para a frente enquanto eu quero ficar mais atrás. Na semana passada numa dessas indecisões quase arrebentamos os ligamentos do chefe. O JOÃO não merece isso!”....

Já com muitos boleiros dentro do campo e prontos para jogar eu tive que ficar atento aos diálogos das chuteiras e bolas para não deixar passar qualquer conversa interessante. Foi aí que notei uma conversa das chuteiras do PAULINHO com as chuteiras do WITOR. Metida a entender de medicina (possivelmente aproveitando os profundos conhecimentos do PAULINHO) as chuteiras dele estavam tentando diagnosticar as chuteiras do WITOR dizendo que elas sofriam de labirintite ou algo parecido....O diálogo foi mais ou menos assim

Chuteira do PAULINHO: -“Olá, tudo bem? Tenho observado que vocês demonstram em campo durante os jogos um pouco de tonturas e vertigens. Será que isso não é uma Cinetose?”



Chuteira do WITOR; -“Cinetose?”



Chuteira do PAULINHO: -“Sim Cinetose. É uma doença caracterizada por perturbações do equilíbrio causadas por movimentação. É a falta de sintonia dos sistemas visual (olhos), vestibular (labirinto) e proprioceptivo (receptores sensoriais das articulações e músculos)”...

Chuteira do WITOR:-“Pô, então acho que estou com essa cinetose sim pois o viado do WITOR gira o jogo inteiro e ficamos meio tontas...Mas, Deus escreve certo por linhas tortas, pois infelizmente o WITOR se machucou mas nesse tempo nós vamos poder fazer um tratamento e vamos ficar boas....obrigado pelo alerta”.


Após esse dialogo “cientifico” propiciado pelas chuteiras do PAULINHO, caminhei para outro lado do campo e quando me aproximei do COELHO, ouvi as seguintes palavras vindas das chuteiras dele: -“Será que o Coelho vai algum dia fazer um tatuagem na nossa parte traseira? Afinal ele está se especializando em fazer tatuagens em bundas de garotas e nós também queremos ser sensuais. Se ele não fizer essas tatuagens em nós e continuar a correr que nem louco no campo de um lado para outro vou espalhar para todo mundo que o apelido dele é “parabrisa”....




Tão chateadas como as chuteiras do COELHO estavam também as chuteiras do DANTE pois percebi que uma delas desabafou: -“O DANTE é muito querido pelas bolas pois faz muitos gols e as enche de mimo e carinho com dancinhas, rezas e outras comemorações, mas nós, chuteiras, estamos querendo entrar para um curso de teatro pois já estamos nos tornando experientes em simular faltas quando nos jogamos ao chão, nos rolamos para os lados e para cima. Ficamos putas com o DANTE pois as nossas amigas as chuteiras dos demais boleiros com quem temos ótimos relacionamentos cada vez que caímos de forma fantástica nos chamam de TRAVESTIS ESCANDALOSOS NO CIO”...

Interessante também foi observar uma conversa rápida e “inteligente” entre as chuteiras corinthianas do ANTERO, MARCÃO E ADELINO havida nesses últimos dias de jogos:




Chuteira do ANTERO: -“e aí manos? Que tá pegando?”






Chuteira do MARCÃO: -“Nada não. Queria ter ido pru Japão ver o Corinthia ...mas era muito longe mano...mais longe que a lua”...





Chuteira do ADELINO: -“Mais longe que a lua? Que ideia ferrada é essa mano?”



Chuteira do MARCÃO: -“Sei pelo truque mano. A lua dá pra gente ver o Japão num dá véi....Dexa na boa”





Outro diálogo com poucas palavras que consegui anotar durante um dos jogos foi entre as chuteiras do EDVALDO (mineiro) com o GAUCHO

Chuteira do EDVALDO (com aquele sotaque mineiro): -“Dia Gaucho!”



Chuteira do GAUCHO: -“Fala tchê! Que tu tens feito?









Chuteira do EDVALDO: -“Ando mais zomeno! Ando numa pindaíba lascada desde dominpassado. Sesselembra? taveu correno e quascaí quano trombeu quocê. Fiquei sensabê doncovim, proncoia e oncotava mas grazadeus ninguém simaxucô nemêzz?






Chuteira do GAUCHO: -“Bah! Capaz? Te aconselho: Fiques ligado assim como merda em tamanco. Proteja a bola agarrado como carrapato em culhão de touro. Aqui tem muito pinto se achando galo véio!”

Eu poderia ficar narrando outros diálogos havidos entre as chuteiras e bolas que participam dos nossos jogos aos domingos, mas para finalizar não poderia deixar de registrar que as bolas e chuteiras estavam organizando uma ASSOCIAÇÃO para postular alguns direitos a serem respeitados em nossos jogos aos domingos e com o dom de conversar comigo elas me fizeram de portador dessas solicitações que por obrigação moral estou resumindo para que todos vocês possam analisar e aprovar tais solicitações:

ASSOCIAÇÃO DAS BOLAS E CHUTEIRAS DOS BOLEIROS

Exigências a serem cumpridas pelos boleiros:

1. Teste com a utilização do VIAGRÔMETRO antes das partidas. Consiste em saber o nível de Sildenafil, Tadalafil, Vardenafil e outros princípios ativos contra disfunção erétil ingeridos pelo boleiro que ainda circulam no sangue na hora do jogo. Os excessos apurados no teste poderão acarretar a proibição do boleiro em participar do jogo e o envio do mesmo para um puteiro nas proximidades do campo...

2. Teste com a utilização do ALZHEIMÔMETRO antes das partidas. Consiste em saber o nível de declínio cognitivo, perda de memória e sua influência no comportamento do boleiro com mais de 50 anos. O teste consiste em perguntar ao boleiro o nome completo, o que está fazendo no local. Poderá, à critério da banca examinadora ser reduzido o teste para apenas uma pergunta (no caso de alguma dificuldade de julgamento das duas respostas pela banca examinadora formada por boleiros acima de 50 anos). Em caso de maior dificuldade por parte da banca examinadora o teste poderá ser dispensado.

3. Teste com o LABIRINTÔMETRO antes das partidas. Consiste em testar o labirinto do boleiro com o propósito de se verificar o risco de chutes desferidos completamente fora de direção por parte do boleiro para que seja diminuída ou até mesmo eliminada a possibilidade de arremesso das bolas além das cercanias do campo. Alguns boleiros poderão ser requisitados para realizar o teste por mais vezes durante o jogo....

Penalidades:

Para os boleiros faltosos com quaisquer das regras estabelecidas pelo BOARD do grupo de boleiros ou pelas regras convencionadas com a ASSOCIAÇÃO DAS BOLAS E CHUTEIRAS DOS BOLEIROS poderão ser submetidos as seguintes penalidades:

Pena leve: marcar durante 4 rodadas todas as linhas do campo utilizando a engenhoca inventada pelo PATRICE (à la prof. Pardal);

Pena média: Convencer o GUERRA a não reclamar do ZÉ CARLOS pelo menos durante 2 minutos ininterruptos no decorrer de uma partida;

Pena máxima: condenar o boleiro a ler os e-mails elaborados pelo RENATO durante 10 dias seguidos.

Obs: A pena máxima poderá ser substituída por outra a ser designada pelo BOARD dos boleiros caso seja realizado o plano em estudos na Policia Federal em lançar o RENATO em um paraquedas sobre um morro carioca controlado pelo tráfico para afugentar os criminosos. Há o risco de traumatizar algumas crianças e alguns civis morrerem pisoteados, mas....


Feliz 2013 a todos,

Valter



Valtão
Maravilha. A sua criatividade spo se equipara a sua colocação na zaga. Ambas perfeitas. Você já pensou em lançar um livro? Competência não lhe falta. Grande abraço a todos e que venha 2013 com o Tri Mundial, mas sem Mensalão, Rose Noronha, Valério...
Claudio







sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Witor, Níver

Grande Witor hoje é seu Dia, Parabéns pelo seu aniversário, você tá ficando mais experiente e mais velho também, bjkas Marcão

22 de dezembro de 2012